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Estudantes iranianos tentam reviver protestos diante da pressão dos EUA

Universitários iranianos tentam reacender protestos após o fim do luto, enquanto regime teme aumento da repressão e novas condenações à morte

Iraníes pasan ante un cartel con la frase "El ser humano derrotará a los malvados", este sábado en la plaza Valiasr de Teherán.
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  • Ciente do contexto de repressão, centenas de universitários da Universidade Tecnológica Sharif, em Teerã, participaram de protestos no campus, marcando uma tentativa de reviver a contestação ao regime.
  • Outros espaços acadêmicos, como Khajeh Nasir Toosi e a Universidade de Artes de Teerã, também registraram manifestações neste fim de semana, com confrontos entre estudantes e apoiadores do governo.
  • Nos gritos dos presentes, aparecem faixas contra a República Islâmica, incluindo slogans como “Lutamos e morremos, mas recuperaremos Irã” e referências ao movimento “Mujer, Vida, Libertad” com ressalva ao regime.
  • Os protestos coincidiram com o retorno às aulas após o fim do período de luto de quarenta dias, marcado por forte presença policial em cemitérios e funerais.
  • Organizações de direitos humanos estimam milhares de mortos e detenções, enquanto o Instituto de Estudios de la Guerra indica que há protestos em várias províncias, ainda que sob restrições de internet.

Centenas de estudantes da Universidade Tecnológica Sharif, em Teerã, manifestaram-se neste sábado contra as autoridades no campus, em meio a um fim de semana de protestos que tem ganhado forma após o retorno às aulas. Os registros mostram jovens de várias áreas acadêmicas engajados na indignação contra o regime iraniano.

A repressão, que já deixou milhares de mortos segundo organizações de direitos humanos no exílio, continua a marcar o cenário. Importantes instituições internacionais destacam o acento político das mobilizações associadas às cerimônias de luto por vítimas da repressão de dezembro e janeiro.

Retomada de atos no meio acadêmico

No campus Khajeh Nasir Toosi e na Faculdade de Artes de Teerã, estudantes protestaram neste fim de semana, com cânticos desafiando o governo. Vídeos verificados pela BBC mostram gritantes contra a República Islâmica, com parte dos participantes segurando bandeiras históricas e entoando slogans ligados às revoltas anteriores.

Em vídeos recentes, o tom dos protestos sugere continuidade do movimento estudantil, com jovens homens e mulheres aplaudindo e reprendendo a liderança. A manifestação ocorre logo após o retorno presencial às aulas, permitido pela reabertura gradual dos centros de ensino no início deste mês.

Contexto e panorama internacional

O momento acontece sob pressão externa, com o crescente despliegue militar dos Estados Unidos na região, o que eleva o risco de escaladas. Relatórios do Instituto de Estudos de Guerra apontam para dezenas de atos de protesto registrados em várias províncias iranianas, embora com alcance modesto até o momento.

Autoridades iranianas retomaram medidas repressivas, ampliando a presença de forças de segurança em cemitérios durante cerimônias de luto de 40 dias. Organizações de direitos humanos indicam que diversas sentenças de morte em tribunais vinculados à Guarda Revolucionária foram anunciadas, envolvendo jovens participantes das manifestações.

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