- Índia adiou planos de enviar uma delegação comercial a Washington, citando incerteza após o Supremo Tribunal dos EUA rejeitar as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump.
- O tribunal rejeitou as tarifas e Trump passou a impor tarifa temporária de 15% sobre importações dos EUA de todos os países.
- A decisão gerou atraso na visita, com autoridades discutindo uma nova data que ainda não foi definida.
- A delegação deveria viajar neste domingo para finalizar um acordo comercial provisório, que previa cortar tarifas de 25% sobre algumas exportações Indianas ligadas à compra de petróleo russo.
- Índia e Estados Unidos já havia acordado um marco para reduzir tarifas e o país compraria itens americanos no valor de 500 bilhões de dólares em cinco anos, com possibilidade de vigorar em abril após a visita a Washington.
India adia visita de delegação comercial aos EUA devido a incertezas geradas pela decisão da Suprema Corte de rejeitar tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump. A defasagem ocorre pouco antes da reunião marcada para esta semana.
Segundo uma fonte do Ministério do Comércio, que pediu anonimato, o adiamento foi decidido após discussões entre autoridades dos dois países. Não há nova data definida para o encontro.
A delegação tinha como objetivo finalizar um acordo comercial intermediário, alinhando reduções de tarifas para exportações indianas associadas a compras de petróleo russo. O marco previa cortes de tarifas dos EUA para itens indianos.
O acordo parcial também contemplava a redução de tarifas americanas para 18% e um compromisso da Índia de comprar itens americanos no valor de até US$ 500 bilhões ao longo de cinco anos, incluindo energia, aeronaves, metais preciosos e tecnologia.
Durante a semana, o Ministério do Comércio estudou as implicações da decisão judicial e dos anúncios dos EUA, informou a fonte. A oposição indiana questionou a comunicação anterior entre o governo e o tribunal.
Anteriormente, o ministro do Comércio, Piyush Goyal, havia sinalizado que o pacto intermediário poderia entrar em vigor em abril, sujeito a resolução de questões ainda pendentes durante a visita a Washington.
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