- Os Estados Unidos estão realizando o maior reforço militar no Oriente Médio desde a invasão do Iraque, com dois porta-aviões na região e dezenas de aeronaves de combate e apoio.
- O esforço inclui o porta-aviões Abraham Lincoln no Golfo de Omã e o porta-aviões Gerald Ford a caminho, com aviões de combate F-35, E-3 Sentry e apoio de destrores e submarinos.
- O Departamento de Defesa intensifica ações em meio a uma contagem regressiva de 10 a 15 dias para que Irã chegue a um acordo sobre seu programa nuclear, segundo relatos da imprensa.
- O governo de Donald Trump tem feito advertências públicas sobre a possibilidade de ataque a objetivos iranianos, incluindo considerações sobre ações seletivas, caso não haja acordo.
- Teerã afirma que apresentará uma proposta aos negociadores dos EUA em breve, enquanto as posições entre os dois países permanecem muito díspares, com desconfiança mútua contínua.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos realiza o maior despliegue militar na região desde a invasão do Iraque, há 23 anos. A operação ocorre em meio a uma contagem regressiva de 10 a 15 dias para que Irã chegue a um acordo nuclear, segundo relatos. Aviones, navios e sistemas de defesa estão deslocados para o Golfo e o Mediterrâneo.
Dois porta-aviões acompanham a manobra, o Abraham Lincoln no Golfo de Omã e o Gerald Ford no Pacífico, com grupo de escolta. Destróieres Arleigh Burke, aviões de combate e aeronaves de vigilantia acompanham as naves. O objetivo declarado é manter pressão e preparar-se para uma eventual ação.
A rotação de reforços inclui caças F-35, F/A-18, aviões de patrulha e helicópteros. Drones de reconhecimento e aeronaves de reabastecimento enchem as bases da região, conforme dados de monitoramento de voos. O contingente também se organiza para possíveis represálias a aliados.
Desafios da negociação e riscos
O governo iraniano sinaliza duras retaliações caso haja ataque, e promete manter seu programa nuclear. Teerã cobra retirada de apoio a grupos na região e não concorda com a eliminação de seu programa de mísseis. Analistas ressaltam que a distância entre as posições dificulta um acordo.
Especialistas destacam que o peso militar americano pode pressionar Teerã, mas não garante acordo nuclear. Há quem veja espaço para negociação restrita sobre o nuclear, enquanto outros apontam risco de escalada se as partes não contiverem ações.
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