- A taxa de natalidade na Ucrânia caiu desde o início da invasão, mas algumas famílias continuam a ter filhos, mesmo sob risco de guerra.
- O hospital de Leleka, em Pushcha-Vodytsia, voltou a nascer bebês, com números de partos caindo de 2.300 em 2020 para 868 em 2022 e 952 no ano passado.
- A guerra já deixou milhões de deslocados: cerca de 5,9 milhões fugiram do país e 3,7 milhões ficaram deslocados internamente.
- A população total da Ucrânia era de aproximadamente 41 milhões antes do conflito; hoje estima-se entre 30 e 32 milhões, excluindo quem vive em áreas ocupadas.
- O Parlamento ampliou benefícios para mães: pagamento único de 50 mil hryvnias e subsídio mensal de 7 mil hryvnias para gestantes sem trabalho, como medidas para incentivar natalidade.
Leleka, o hospital de maternidade localizado no resort de Pushcha-Vodytsia, nos arredores de Kyiv, continua a atender recém-nascidos apesar da guerra que persiste há anos. O serviço voltou ao funcionamento normal após episódios de combate próximo no início do conflito, em 2022, quando tropas russas tentavam avançar sobre a capital.
O retrato humano do conflito chega pela vida que nasce e pelas famílias que permanecem. Valeriia Ivashchenko, que deu à luz uma filha no hospital, relata que o país não deve ser derrotado e que a vida segue apesar do medo, com a filha Veronica já enfrentando sirenes de ataque e interrupções de energia.
Na Ucrânia, a taxa de natalidade caiu desde o início da invasão russa, mantendo-se entre as mais baixas do mundo. Em 2020 ocorreram 2300 partos no hospital, caindo para 868 em 2022 e 952 em 2023, conforme registros locais. A desagregação demográfica acompanha a saída de milhões de pessoas do país.
Contexto humano e demográfico
O fluxo de refugiados e deslocados internos somados a dificuldades econômicas afetam a decisão de formar família. A ONU aponta 5,9 milhões de refugiados e 3,7 milhões deslocados dentro do país. A pandemia de guerra reduz perspectivas de planejamento familiar, especialmente entre famílias que enfrentam riscos diários.
Medidas e perspectivas
A Ucrânia tem adotado medidas para estimular nascimentos, como o aumento de uma ajuda única para mães e o lançamento de subsídios mensais para gestantes sem emprego. Especialistas reconhecem que, apesar de sinais de recuperação, o desafio demográfico persiste, com projeções que indicam queda populacional se a situação não se normalizar.
A população total da Ucrânia já caiu de cerca de 41 milhões para estimativas entre 30 e 32 milhões, excluindo territórios ocupados. Profissionais de obstetrícia destacam que, mesmo com a crise, há casos de retorno de pessoas que buscaram estudar fora e retornam para receber atendimento básico gratuito.
Ivashchenko e seu marido, Anatolii, tentam manter uma rotina estável para seus filhos em Kyiv, com atividades como acrobacias, futebol e lazer. Além disso, adotam medidas de proteção doméstica, usando itens de apoio durante quedas de energia causadas por ataques.
A guerra continua com avanços russos lentos mas persistentes no leste da Ucrânia, e o custo humano da ofensiva permanece alto. Operadores de saúde reforçam a necessidade de apoio contínuo à população, principalmente às mães e recém-nascidos, em meio a um cenário de insegurança permanente.
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