- Oficiais de proteção de Londres designados para o irmão mais novo da realeza britânica, Mountbatten-Windsor, teriam recebido a missão de garantir a segurança de uma festa de jantar na residência de Jeffrey Epstein, em Nova York, em 2010.
- Um e-mail enviado na noite anterior ao evento, com o tema “Security for party”, informou que os dois oficiais tinham recebido “instruções na porta”.
- As informações surgem semanas depois de a polícia divulgar que está buscando ex-oficiais de proteção que trabalharam para Mountbatten-Windsor, pedindo que apresentem qualquer denúncia de crimes sexuais envolvendo Epstein.
- A polícia afirmou não ter identificado qualquer abuso por parte dos oficiais até o momento; a Polícia Metropolitana não fez mais comentários.
- Mountbatten-Windsor foi preso na quinta-feira, sob suspeita de conduta imprópria no serviço público, e foi liberado sob investigação; ele nega irregularidades e, em 2022, acertou uma ação civil nos Estados Unidos com Virginia Giuffre.
O serviço de proteção do Reino Unido foi solicitado para acompanhar um jantar realizado na residência de Jeffrey Epstein, em Nova York, em 2010, envolvendo o irmão mais novo do rei Charles, o príncipe Andrew. As informações surgem de reportagens da imprensa britânica com base em emails dos arquivos de Epstein, que descrevem arranjos para a estadia do príncipe com o condenado por crimes sexuais, acompanhado por dois agentes da Metropolitan Police de Londres.
Segundo as comunicações, enviadas na noite anterior ao evento com o assunto “Security for party”, um funcionário informou a Epstein que os dois oficiais teriam recebido instruções na porta. Os relatos coincidem com declarações recentes das autoridades britânicas sobre contatar ex-agentes de proteção ligados a Mountbatten-Windsor para apurar denúncias de abusos envolvendo Epstein.
Mountbatten-Windsor foi detido na quinta-feira sob a acusação de má conduta no exercício de função pública, e liberado durante a investigação após ficar sob custódia de outra polícia, a Thames Valley, por mais de 10 horas. A operação também incluiu buscas na mansão dele em Windsor, em andamento neste domingo; o príncipe nega irregularidades, e alegou ter lamentado a amizade com Epstein.
A polícia informou que ainda não reconheceu qualquer irregularidade por parte dos agentes de proteção. Também não houve confirmação adicional adicional por parte da Metropolitan Police sobre o caso.
Em 2022, Mountbatten-Windsor resolveu uma ação civil movida nos EUA pela acusadora Virginia Giuffre, que o havia alegado abuso sexual quando era menor de idade. O príncipe afirmou nunca ter se encontrado com Giuffre.
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