- Comemorando quatro anos desde a invasão, Kiev chega exausta e resistindo a aceitar um acordo de paz considerado inadequado, sob pressão do Kremlin e dos EUA.
- Uma pesquisa mostra que apenas 17,7% dos ucranianos acreditam que a guerra terminará neste ano; muitos temem que qualquer acordo seja violado pela Rússia.
- A Rússia ocupa cerca de 20% da Ucrânia, incluindo Crimeia e partes de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporiyia, com ataques diários de artilharia e drones.
- As negociações de paz iniciadas em Abu Dabi e seguidas em Genebra vão para a quarta rodada sem resultados significativos, enquanto a gestão de Zelenski busca garantias de segurança para o acordo.
- O conflito já somou dezenas de milhares de mortos e feridos entre civis e militares; a população enfrenta cortes de energia, frio intenso e pressões sociais, com apoio internacional ainda essencial.
Em Kiev, o quarto aniversário da invasão da Ucrânia é lembrado com fortes sentimentos de desgaste e resistência. O país não aceita assinar um acordo de paz considerado insuficiente, apesar da pressão de Moscou e de Washington.
Ao redor da praça Maidan, bandeiras e retratos enchem o espaço público. O país chega ao marco com perdas humanas expressivas, sobretudo civis, e com a convicção de continuar lutando mesmo diante do frio e das dificuldades logísticas.
O que aconteceu: a Rússia mantém a ofensiva desde 24 de fevereiro de 2022, enquanto a Ucrânia resiste em um conflito de posições que perdura há quase quatro anos. A guerra envolve ataques constantes, uso intensivo de drones e mísseis e danos a infraestruturas civis.
Quem está envolvido: de um lado, o governo ucraniano comandado por Volodímir Zelenski e as forças armadas; do outro, o Kremlin e as tropas russas, com apoio estratégico e militar externo. Observadores destacam a participação de aliados ocidentais que fornecem armas e apoio logístico.
Quando e onde: o conflito permanece ativo em todo o território, com foco recente em áreas de Donbass, bem como ataques a alvos estratégicos em Kiev e outras cidades. A Ucrânia aponta que a pressão internacional não deve resultar em concessões que comprometam sua segurança.
Por quê: a Ucrânia alega que qualquer acordo precisa trazer garantias reais de segurança e evitar novas agressões, especialmente sobre territórios ocupados e zonas de defesa estratégica. Moscou busca condições que preservem influência e capacidade de impor sua vontade.
A expectativa de paz permanece tensa. Em negociações iniciadas em Abu Dabi e continuadas em Ginebra, não houve avanços significativos. Kiev rejeita ceder território de Donbass, particularmente regiões ainda sob controle russo, por motivos militares e estratégicos.
Em Kiev, a população enfrenta cortes de energia, temperaturas extremas e horas de toque de queda, que afetam a vida cotidiana. Mesmo diante do cansaço, analistas indicam que a determinação de continuar a resistência se mantém entre a maioria da população.
Dados de organizações internacionais projetam um alto custo humano: milhares de mortes e dezenas de milhares de feridos desde o início do conflito. A ONU aponta números de vítimas civis e de deslocados que evidenciam o impacto humano da guerra.
A situação no campo político envolve perguntas sobre a continuidade de apoio ocidental e as relações entre EUA, União Europeia e Ucrânia. Analistas apontam que o apoio militar persiste, com debates sobre a duração desse suporte e as estratégias de dissuasão contra novas ofensivas.
Atuais condições de combate mostram que o equilíbrio muda conforme recursos e mobilização. Especialistas destacam que a decisão de avançar ou recuar depende da capacidade de cada lado sustentar sua estratégia ao longo do tempo, não de uma data fixa para a paz.
Contexto estratégico
Putin permanece firme na estratégia de desgaste, sem obter os objetivos geográficos esperados. Em Kiev, Zelenski mantém posição firme nas negociações, exigindo garantias de segurança de longo prazo e rejeitando cedências territoriais significativas.
A comunidade internacional continua monitorando as negociações, com alguns sinais de abertura, mas sem compromissos conclusivos. A disputa entre garantias de segurança, controle territorial e influência regional sustenta a negociação, mantendo a perspectiva de um cessar-fogo ainda incerta.
Entre na conversa da comunidade