- Rússia lançou dezenas de mísseis e drones contra a Ucrânia, atingindo várias regiões, incluindo Kyiv, dois dias antes do quarto aniversário da invasão.
- Zelenskyy afirmou que foram 297 drones e quase 50 mísseis, com parte abatida; alvos incluíram energia, logística e abastecimento de água.
- A ofensiva interrompeu parte da rede elétrica, deixando mais de meio milhão de pessoas sem luz em Kyiv, e houve novos golpes em cidades como Odesa e Kharkiv, em meio ao frio extremo.
- A escalada ocorre enquanto Hungria ameaça bloquear um novo pacote de sanções da União Europeia e Bratislava pretende cortar o fornecimento de eletricidade a sua fronteira, com demanda pela retomada de óleo pelo oleoduto Druzhba.
- Em Lviv, uma explosão em uma rua central resultou em um policial morto e 25 feridos; autoridades tratam o caso como terrorismo.
O ataque russo a Ukraine envolveu dezenas de mísseis e drones lançados na noite de domingo, atingindo várias regiões do país. Parte dos alvos foram instalações de energia, transporte e água, conforme informou o presidente Volodymyr Zelenskyy, que pediu reforço das defesas. Ao todo, Kiev relatou 297 drones e quase 50 mísseis utilizados na ofensiva.
O registro oficial aponta desabamento de uma casa em Kyiv, com vítimas e rescaldo ainda em apuração. Zelenskyy afirmou que muitos aparelhos inimigos foram abatidos, mas a campanha deixou a cidade vulnerável, além de deixar centenas sem luz em áreas da capital. O objetivo central, segundo ele, continua sendo pressionar a Ucrânia para ceder território no Donbas.
Em meio ao ataque, Kyiv relatou impactos significativos na rede de energia, com mais da metade da população de Kyiv sem energia em alguns momentos. Outras cidades, entre elas Odesa e Kharkiv, também sofreram novos impactos em meio a um inverno rigoroso, com temperaturas próximas a -22 C em algumas regiões.
A ofensiva ocorre num contexto de tensões políticas na região. Hungria ameaça bloquear parte de novas sanções da UE e pode suspender o fornecimento de petróleo via oleoduto Druzhba, que cruza território ucraniano. Países vizinhos exigem retomada do fluxo para evitar interrupções logísticas e energéticas na Europa central.
Nações da UE devem discutir a 20ª rodada de sanções ao Kremlin em Bruxelas, com expectativa de aprovação antes do aniversário de quatro anos da invasão, na terça-feira. Parlamentares e governos seguem monitorando impactos econômicos, energia e apoio militar a Kyiv.
Em Kyiv, relatos de moradores e socorristas descrevem o susto do ataque. A residência atingida pela explosão ficou parcialmente destruída, e equipes de resgate trabalham na remoção de escombros. Não houve confirmação de alvos militares na região afetada.
Em Lviv, autoridades trataram um atentado numa rua central como ato de terrorismo. Um policial foi morto e dezenas ficaram feridos, com bloqueios e investigações em curso sobre possíveis ligações com ataques coordenados. Os investigadores não descartam motivação extremista.
O Kremlin mantém operação militar desde 2022, com objetivos táticos no leste do país. Kyiv sustenta que continua resistente, apesar de perdas significativas no efetivo. A situação é acompanhada de perto por parceiros ocidentais, que reiteram apoio à soberania ucraniana.
Entre na conversa da comunidade