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Tailândia reduz açúcar em bebidas populares em campanha de saúde

Principais redes reduzem pela metade o açúcar em bebidas; vendedores de rua e cafés ficam fora da taxação de açúcar

Auntie Nid, whose shop has served teas and coffees in Bangkok’s old town for 30 years, can’t comprehend changing her recipe.
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  • Nove grandes redes de café da Tailândia se comprometeram a reduzir pela metade a doçura padrão de alguns drinks, em campanha governamental para reeducar paladares.
  • A medida faz parte de esforços para combater o consumo excessivo de açúcar no país, que gira em torno de 21 colheres de chá por dia em média.
  • O imposto sobre açúcar já afeta bebidas pré‑embaladas; porém vendedores de rua e cafés não são alcançados pela taxação.
  • A iniciativa prevê opções de doçura, como 0%, 25%, 50%, 75% e 100%, sendo que em alguns drinks o uso de 100% fica pela metade da doçura anterior.
  • Pesquisadores e especialistas apontam que oferecer escolhas com menos açúcar pode influenciar consumidores, embora haja resistência de alguns comerciantes e clientes.

Nos últimos meses, o governo tailandês intensificou a pressão para reduzir o açúcar em bebidas populares. Grandes redes de café se comprometeram a cortar pela metade o nível de doçura considerado normal em determinados itens, como parte de uma campanha de saúde pública.

A iniciativa visa reconfigurar o paladar dos consumidores e enfrentar o consumo diário de açúcar, que na média atinge 21 colheres de chá, bem acima do limite recomendado pela OMS de seis. Bebidas adoçadas são apontadas como principais vilãs.

As redes parceiras já adotaram medidas com cards de opções de doçura, incluindo 0%, 25%, 50%, 75% e 100%. Em alguns itens, 100% de doçura passa a ser metade do que já era, conforme a campanha anunciada.

No entanto, a política não abrange vendedores ambulantes e cafeterias independentes, que dominam grande parte das opções de bebidas adoçadas. Esses estabelecimentos permanecem fora do alcance do imposto sobre açúcar aplicado a bebidas industrializadas.

Especialistas apontam que a taxação já provocou reformulações de produtos, com fabricantes reduzindo a adição de açúcar para evitar faixas de tributação mais elevadas. A regulação é menos clara para atividades informais de rua.

Entre os consumidores, há entusiasmo cauteloso. Motorista de táxi em Bangkok, Ann Thumthong, percebe mudanças como um maior cuidado com a alimentação ao longo dos anos, embora ainda encontre dificuldades para evitar doces em ocasiões simples.

Pesquisas acadêmicas indicam que oferecer opções de doçura pode influenciar escolhas de consumo mais do que informações calóricas. O nudging, segundo estudos, facilita a adoção de bebidas menos açucaradas sem depender de conta final.

Na loja de Auntie Nid, um dos pontos emblemáticos da região, clientes aguardam enquanto a tradicional bebida de chá tailandês é preparada com leite condensado e açúcar. O público, principalmente turistas, reforça a popularidade do local.

Auntie Nid, conhecida pelo funcionamento há 30 anos no centro de Bangueque, não vê espaço para mudanças rápidas no paladar que sustenta o negócio. Segundo ela, bebidas sem açúcar tendem a ficar sem graça, o que afeta o sabor marcante de seus itens.

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