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Albares aposta que UE retire sanções a Delcy Rodríguez como apoio à Venezuela

Albares aposta que a UE levante sanções contra Delcy Rodríguez, sinal de apoio ao processo venezuelano, enquanto pressiona amnistia até as últimas consequências

El ministro de Asuntos Exteriores español, José Manuel Albares, este lunes en Bruselas.
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  • O ministro de exteriores espanhol, José Manuel Albares, pediu à União Europeia que levante as sanções contra Delcy Rodríguez, apontando que isso seria uma sinalização forte de apoio ao processo venezuelano.
  • Albares afirma que o levantamento das sanções deve ocorrer como parte de uma resposta à amnistia que Caracas busca ampliar até suas últimas consequências.
  • A UE precisa da unanimidade dos 27 para tirar Rodríguez da lista, e a decisão não deve ser imediata, mas há acordo entre os parceiros sobre a necessidade de sinal claro.
  • Atualmente, setenta e nove europeus estão sancionados pela Venezuela, incluindo Rodríguez, que aparece na lista desde junho de dois mil e dezoito.
  • Espanha atua como interlocutora de Caracas junto aos 27, defendendo que a amnistia seja inclusiva e que a UE permaneça aberta ao diálogo com o governo venezuelano.

A Espanha aposta na suspensão das sanções impostas pela União Europeia a Delcy Rodríguez, atual presidenta encarregada da Venezuela, para sinalizar apoio ao processo político no país. A proposta é defendida pelo governo espanhol e será formalizada nesta segunda-feira, em Bruxelas, durante reunião de ministros das Relações Exteriores.

José Manuel Albares afirmou que a medida partiu de uma leitura de que, ao caminhar para uma amnistia mais ampla, é possível avançar rumo a uma solução inclusiva, pacífica e democrática. O chanceler destaca que a decisão depende da unanimidade dos 27 membros da UE e pode não ser imediata.

Na visão de Albares, a suspensão das sanções deve enviar uma mensagem clara de que a Europa está disposta a manter diálogo com a gestão venezuelana liderada por Rodríguez, buscando evitar o isolamento no processo liderado pelos Estados Unidos. O ministro ressaltou que as sanções não devem emperrar negociações.

Sinalização da UE e próximos passos

Atualmente 69 venezuelanos estão sancionados pela UE, entre eles Rodríguez, incluída na lista desde 2018 por acusações de erosão da democracia e uso de competências da Assembleia Nacional para atacar a oposição. Rodríguez recebeu autorização para viajar à UE durante a cúpula UE-CELAC em 2023.

Albares destacou que a avaliação atual não envolve outras autoridades venezuelanas, mantendo o foco na líder interina. A UE costuma evitar sanções a chefes de Estado ou ministros de Relações Exteriores para preservar canais de diálogo.

O ministro também enfatizou a necessidade de avanços no processo de transição, com uma amnistia que seja o mais inclusiva possível. Em declarações, ele mencionou que milhares de venezuelanos que vivem no exterior, incluindo cerca de 200 mil na Espanha, poderiam retornar com garantias, caso a normalização avanc.

A posição de Espanha busca alinhar-se aos parceiros europeus para manter o diálogo com Caracas. A expectativa é que a iniciativa seja observada com atenção por organizações internacionais e outros estados da região.

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