- Austrália vai abrir, nesta terça-feira, uma inquérito governamental de maior poder — uma Royal Commission — sobre antisemitismo, em meio ao ataque a uma celebração judaica que deixou 15 mortos em Sydney.
- A comissão será liderada pela ex-juíza Virginia Bell e poderá obrigar testemunhas a depor; irá analisar o ataque, antisemitismo e coesão social na Austrália, com relatório previsto para dezembro deste ano.
- O ataque em Bondi Beach, durante Hanucá, ocorreu em dezembro e chocou o país, que possui leis rígidas de armas e debates sobre controle mais forte.
- A polícia afirma que o pai e o filho autores do tiroteio foram inspirados pelo Estado Islâmico.
- O primeiro-ministro Anthony Albanese inicialmente resistiu à Comissão Real, o que gerou críticas de grupos judeus e famílias de vítimas; não haverá depoimentos durante as sessões previstas.
O governo australiano iniciará nesta terça-feira um inquérito apoiado pelo Estado sobre antisemitismo, após o ataque a um evento judaico ter deixado 15 mortos em Bondi Beach, em Sydney, no ano passado. O ataque ocorreu durante uma celebração de Hanukkah.
A investigação ficará a cargo da Royal Commission, a mais poderosa forma de inquérito do país, capaz de compelir testemunhas. O relatório deverá abordar o tiroteio, o antissemitismo e a coesão social na Austrália, com previsão de conclusão até dezembro.
A presidente do inquérito será a ex-juíza Virginia Bell. Ela fará uma breve declaração de abertura hoje, em Sydney, explicando a abordagem aos termos de referência. Não haverá audiência de testemunhas nem apresentação de evidências no primeiro momento.
Contexto e objetivos do inquérito
O inquérito poderá recomendar medidas para combater o antissemitismo e fortalecer a coesão social, além de analisar falhas de resposta à violência.
O primeiro-ministro Anthony Albanese inicialmente resistiu à criação da Royal Commission, argumentando que o processo seria longo. A escolha gerou críticas de grupos judaicos e famílias de vítimas.
Além do ataque em Bondi, partir uma série de incidentes antissemitas no país, incluindo a incendiação de uma sinagoga em Melbourne, também entra na pauta do exame institucional.
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