- Bucha, subúrbio de Kiev, ainda busca justiça quatro anos após a ocupação russa, com mais de quinhentos civis mortos e dezenas de pessoas capturadas.
- Dos trinta e quatro civis sequestrados na cidade, trinta e dois seguem cativos, e existem vinte e duas pessoas desaparecidas.
- Tetyana Popovych, 55 anos, luta pela liberação do filho Vladislav, 33, capturado após ter sido ferido; ele envia cartas a cada poucos meses desde 2022.
- Alla Nechiporenko, 53, perdeu o marido Ruslan, 47, e o filho Yura, 18, que testemunhou a morte dele; Yura identificou o autor do crime em registros do serviço de segurança ucraniano.
- Victoria Mayor, 51, perdeu o marido Oleg, assassinado em Bucha, e aguarda, entre esperança e realismo, um possível acordo ou troca envolvendo militares ucranianos capturados.
La noticia de Bucha chega quatro anos após a ocupação russa e mantém vivas as perguntas sobre justiça para as famílias, que vivem entre luto, esperança e vigilância. Em Bucha, suburbio de Kiev, mais de 500 civis foram mortos entre 27 de fevereiro e 31 de março de 2022, durante os primeiros meses da invasão.
Diante desse cenário, mulheres da cidade relatam perdas, angústias e buscas por respostas. Elas descrevem o cotidiano entre fotos de parentes desaparecidos, relatos de capturas e o esforço para manter a memória das vítimas em meio a um processo ainda incompleto.
Entre as histórias, destacam-se as de Tetyana Popovych, Alla Nechiporenko e Victoria Mayor, que afirmam ter identificado responsáveis por crimes ocorridos em Bucha. Seus relatos revelam o peso do trauma e a persistência na busca por informações e justiça.
Quem está envolvido
Tetyana Popovych, 55 anos, luta pela libertação do filho Vladislav, hoje com 33, capturado em 2022 após ser ferido. Ela afirma que 32 dos 34 civis sequestrados permanecem sob custódia, além de 22 desaparecidos, segundo dados que acompanha.
Alla Nechiporenko, 53, perdeu o marido Ruslan em 17 de março de 2022, durante uma entrega de água a moradores. O filho Yura, então com 14 anos, foi baleado em seis ocasiões. Alla aponta como responsável um soldado russo identificado por meio de imagens do SBU.
Victoria Mayor, 51, perdeu o marido Oleg Klimtsov, morto em 28 de março de 2022, enquanto distribuía água aos vizinhos. Ela descreve o cenário de Bucha ao retornar à vítima e relata a apreensão com o paradeiro de outros familiares capturados.
Contexto e desdobramentos
A violência em Bucha ocorreu no início da invasão, quando a cidade ficou sob controle de forças russas. A região, com cerca de 35 mil habitantes, foi marcada por explosões, disparos e um intenso deslocamento de moradores.
Entre as denúncias, há relatos de prisões e transferências de civis para prisões na Rússia, dificultando negociações de intercâmbio de prisioneiros. O caso de Vladislav envolve prisões em Rylsk e Viazma, segundo a mãe, com relatos de mau tratamento.
Manga de fontes e expectativas
As famílias acompanham os processos judiciais internacionais, incluindo investigações do Tribunal Penal Internacional, sem que haja resultados de condenação para todos os casos envolvendo civis. As mães afirmam que o objetivo não é vingança, mas a garantia de responsabilização e reconhecimento público dos crimes.
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