- O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, afirmou que os direitos humanos estão sob ataque em todo o mundo, citando abusos ao direito internacional e sofrimento civil em conflitos no Sudão, Gaza e na Ucrânia.
- Guterres disse que “o estado de direito está sendo superado pela força” e pediu que os estados membros não tratem direitos humanos como um cardápio de escolhas.
- O sistema de direitos humanos da ONU está em modo de sobrevivência devido a cortes de financiamento, ataques a especialistas e a saída dos Estados Unidos de mecanismos de accountability.
- As necessidades humanitárias estão explodindo enquanto o financiamento diminui.
- O financiamento da ONU sofre com cortes, com os EUA sendo o principal doador e tendo pago cerca de 160 milhões de dólares dos mais de 4 bilhões que devia.
O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, afirmou em Genebra que os direitos humanos enfrentam ataques em todo o mundo, citando abusos do direito internacional e sofrimento civil devastador nos conflitos no Sudão, em Gaza e na Ucrânia. A declaração ocorreu na abertura do Conselho de Direitos Humanos.
Guterres afirmou que o Estado de direito está sendo suplantado pela força, e pediu aos membros que não vejam os direitos humanos internacionais como um cardápio de opções. Ele defendeu o sistema de direitos humanos da ONU, que atravessa momentos difíceis devido a cortes de financiamento e ataques a especialistas.
Acompanhando o tom de alerta, o chefe da ONU destacou que as necessidades humanitárias crescem enquanto o financiamento não acompanha. O escritório de direitos humanos enfrenta um aperto orçamentário, em parte provocado pela decisão de retirada dos Estados Unidos de alguns mecanismos de responsabilização.
Cenário de financiamento e impactos
Os EUA, principal doador, reduziram o aporte de recursos, contribuindo para a redução global de verbas. Em fevereiro, Washington pagou cerca de 160 milhões de dólares dos mais de 4 bilhões de dólares devidos à ONU, segundo porta-voz da instituição.
Em meio a esse cenário, a ONU enfatiza a importância de manter o financiamento estável para a continuidade dos programas de proteção de direitos humanos e de monitoramento de abusos, especialmente em áreas de conflito.
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