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Irã busca conter protestos em universidades por três dias consecutivos

Protestos estudantis ressurgem em campus iranianos sob repressão, com entrada proibida a alunos e confrontos entre Basij e manifestantes

Mujeres iraníes pasaban este lunes ante un cártel antiestadounidense en Teherán.
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  • Universidades iranianas registraram protestos estudantis por terceiro dia consecutivo, iniciados no sábado, contra o regime.
  • Autoridades proibiram a entrada de estudantes em alguns campus, citando “comportamentos contrários às normas” em Sharif University of Technology e Shahid Beheshti University, ambas em Teerã.
  • A organização estudantil Estudiantes Unidos aponta mobilização de milícias Basij ligadas à Guarda Revolucionária para dispersar manifestações.
  • Manifestações também ocorreram na Universidade Ferdowsi, em Mashhad, com estudantes exibindo fotos de colegas mortos pela repressão.
  • Os protestos ocorrem em meio a tensões já altas na região, com o país sob pressão do recente despliegue militar dos Estados Unidos e fogo cruzado de informações sobre o alcance das repressões.

As universidades iranianas retomaram as atividades presenciais no sábado, início do segundo semestre, e começaram a registrar protestos contra o regime Islâmico. A mobilização se concentrou em Teerã e Mashhad, com manifestações em alguns campus.

Segundo a organização estudantil iraniana Estudiantes Unidos, as ações se estenderam por três dias consecutivos, com participação de estudantes que criticam o governo. A repressão envolve o uso de força e detenções em algumas ocorrências.

A repressão ocorre em meio a tensões externas, com forte foco na pressão do despliegue militar dos Estados Unidos na região. Parlamentares e autoridades também acompanham o desenrolar das manifestações estudantis.

Universidades e medidas administrativas

A Universidade Tecnológica Sharif, em Teerã, proibiu a entrada de alunos que teriam apresentado conduta contrária às normas. A Shahid Beheshti University adotou medida semelhante para estudantes no campus.

De acordo com a Estudiantes Unidos, milícias aliadas ao regime, como a Basij, foram mobilizadas desde o sábado para dispersar as manifestações. Em vídeo verificado, confrontos entre grupos pró-regime e críticos foram registrados.

Protestos em Mashhad e outras cidades

Além de Teerã, estudantes na Universidade Ferdowsi, em Mashhad, também participaram de protestos. Ishamর্শ, a manifestação incluiu exibir fotos de colegas mortos pela repressão de janeiro, segundo relatos da organização estudantil.

As manifestações em campus representam uma retomada tímida das ações ocorridas desde o início de janeiro, quando ocorreram ondas de protestos de maior escala no país. Autores locais relataram críticas ao regime durante os eventos.

Contexto e histórico recentes

Historicamente, protestos estudantis e rituais de luto de 40 dias já marcaram momentos de tensão com o poder. Relatórios apontam que, nos últimos meses, várias províncias relataram protestos recentes, com dezenas de ações em diferentes cidades.

Informações de monitoramento destacam que o regime tem reprimido manifestações de forma contundente, com um recuo relativo em alguns setores frente à pressão popular e às dinâmicas regionais de segurança.

Situação atual e desdobramentos

Observadores apontam que as ações dos estudantes expõem debates sobre liberdade acadêmica e expressão pública. A cobertura internacional segue acompanhando os desdobramentos e as respostas oficiais às reivindicações dentro dos campus.

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