- O ministro australiano de Interior, Tony Burke, avalia negar o visto do jornalista israelense Zvi Yehezkeli, citando declarações inflamadas no passado.
- Yehezkeli tem shows marcados em Sydney e Melbourne em março, apoiados pela Australian Jewish Association e outras organizações, ao lado do ex-presidente de Israel, Reuven Rivlin.
- Burke afirmou que é surpreendente alguém divulgue uma turnê de palestra antes de receber o visto.
- Yehezkeli já gerou controvérsia, chegando a dizer que Israel deveria ter matado 100.000 Gazanos após o ataque de 7 de outubro.
- Anos anteriores também tiveram atritos entre Austrália e Israel, incluindo a negação de visto a políticos israelenses e reações diplomáticas de ambos os lados.
O ministro de Assuntos Internos da Austrália, Tony Burke, avalia barrar a entrada de Zvi Yehezkeli, jornalista israelense, no país antes de uma turnê de arrecadação prevista para março. A decisão acompanha comentários provocativos do jornalista sobre Gaza após o ataque de 7 de outubro e a cobrança de vistos de figuras associadas a posições polêmicas.
Yehezkeli, comentarista de assuntos árabes no canal israelense i24, está programado para participar de dois eventos em Sydney e Melbourne, promovidos pela Australian Jewish Association (AJA) e outras organizações, ao lado do ex-presidente israelense Reuven Rivlin. Burke afirmou que ainda está analisando o pedido de visto, ressaltando a surpresa de alguém com esse histórico anunciar uma turnê antes de obter autorização.
Historicamente, o jornalista gerou controvérsia ao sugerir que Israel deveria responder ao ataque de Hamas com uma ofensiva que resultasse em centenas de milhares de mortes entre civis na Faixa de Gaza. Em momentos subsequentes, Yehezkeli pediu desculpas por parte de suas declarações, explicando que não buscava a morte de jornalistas, mas apenas daqueles que utilizam credenciais de imprensa para atuar como combatentes.
A cada vez mais tensa relação entre Canberra e Jerusalém também envolve episódios anteriores, como a recusa de visto de uma figura políticas israelense pela Austrália e a suspensão de vistos recíprocos entre os dois países. Em meio a esse contexto, Burke destacou que a disseminação de ódio não justifica a entrada de alguém no país e que decisões sobre vistos devem seguir critérios consistentes e baseados em fatos.
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