Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Petroestados atrapalham redução de emissões de carbono no transporte ártico

Países petrolíferos bloqueiam proposta da IMO para reduzir emissões de carbono do transporte marítimo no Ártico, atrasando regulamentação global

Aerial view as a ship sails through the sea ice in the winter.
0:00
Carregando...
0:00
  • A Organização Marítima Internacional propôs regras para navios no Ártico usarem combustíveis com baixo teor de black carbon, buscando reduzir emissões na região.
  • Em fevereiro, petrostates liderados por Rússia, Arábia Saudita e EUA, entre outros, foram contrários à medida, atrasando avanços.
  • ONGs criticaram a falta de progresso da IMO, destacando que o black carbon aumenta o aquecimento e o recuo da camada de neve na região.
  • Estima-se que, entre 2019 e 2024, as emissões de black carbon no Ártico subiram consideravelmente em áreas sob o Polar Code e em águas do norte. As projeções apontam aumento expressivo de viagens pelo Ártico até 2050 e 2100, a depender do cenário.
  • Especialistas dizem que a adoção de combustíveis mais limpos é uma medida de baixo custo que pode reduzir impactos locais e contribuir para desacelerar o aquecimento, mas a decisão vigente atrasou novas propostas por pelo menos dois anos.

O Hide: no auge da elevação do tráfego marítimo no Ártico, regimes de navegação abriram rotas transpolar no verão, impulsionando emissões de black carbon. Diplomatas discutiram regras para reduzir esseponte poluente, que acelera o aquecimento e o degelo na região.

Na última reunião da Organização Marítima Internacional (IMO), membros liderados pela Dinamarca e incluindo França, Alemanha e Ilhas Salomão apresentaram propostas para exigir combustíveis com baixo teor de black carbon em navios que operam no Ártico.

Entretanto, em fevereiro, petrostados globais, como Rússia, Arábia Saudita e Estados Unidos, se opuseram à medida, que visava desacelerar o aquecimento polar. A resistência acontece após adiamento de 2025 de um plano de descarbonização considerado viável.

O projeto barrado pelo IMO buscava que navios na Região Polar parassem de usar combustíveis residuais intensos e migrassem para combustíveis menos poluentes, reduzindo emissão de fuligem perto do gelo.

Progresso e críticas

ONGs apontam que a IMO tem Pressure há quase 15 anos no tema, e criticam a lentidão. Sian Prior, da Clean Arctic Alliance, afirma que a transição deve eliminar combustíveis sujos, privilegiando distilados mais limpos.

Por outro lado, especialistas veem sinal de avanço: a votação de uma proibição de combustíveis poluentes no Ártico representa avanço significativo, segundo Elena Tracy, da WWF Arktis.

Mapas e dados indicam que, entre 2019 e 2024, as emissões de black carbon oriundas do transporte marítimo aumentaram, com crescimento nas áreas sob o Polar Code e no Arco Ártico, onde o tráfego deverá crescer substancialmente até 2100.

Desdobramentos práticos

Com a decisão atual, espera-se que novas propostas de descarbonização do setor sejam reavaliadas em cerca de um ano, atrasando a implementação de combustíveis mais limpos por pelo menos dois anos, conforme notas de especialistas.

Organizações ambientais defendem ampliar o escopo da área polar sujeita às regras, abrangendo as principais rotas marítimas ao norte de 60° latitude, para uma regulação mais ampla.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais