- O governador da região da Calábria, na Itália, afirmou a um diplomata americano que médicos cubanos são essenciais para manter hospitais abertos, rejeitando a pressão dos EUA para frear a contratação.
- Occhiuto disse que iria revisar os planos de ampliar a contratação de médicos cubanos neste ano e buscar profissionais de outras partes do mundo.
- A Calábria assinou, em 2023, um acordo para trazer quase 500 médicos cubanos; ele chegou a falar em aumentar para até 1.000 profissionais em 2026.
- O governo regional disse que está aberto a médicos da União Europeia, de fora da UE e cubanos ligados à missão que queiram trabalhar na Calábria de forma independente.
- O Departamento de Estado dos EUA classifica as missões médicas cubanas como tráfico humano; Cuba e Occhiuto negam. Não houve comentário imediato de autoridades americanas na Itália.
Calabria mantém médicos cubanos como política para manter hospitais em funcionamento, disse o governador Roberto Occhiuto a um diplomata dos EUA nesta segunda-feira, resistindo à pressão norte-americana para reduzir o uso de médicos cubanos.
Occhiuto afirmou que revisaria os planos de ampliar a contratação de médicos cubanos neste ano e buscaria profissionais de outras regiões do mundo, caso necessário. O regional teme desabastecimento de serviços de saúde caso haja redução desse contingente.
Diálogo com Washington
O encontro ocorreu em Roma com Mike Hammer, encarregado de negócios dos EUA em Cuba. Fontes próximas às negociações disseram que não houve comentário imediato de autoridades americanas em território italiano.
Calábria assinou um acordo em 2023 para trazer cerca de 500 médicos cubanos, como resposta a déficits de reforço em especializações críticas, especialmente na disputa por equipes de emergência.
Contexto e alternativas
Historicamente, a Itália depende de médicos formados no exterior para enfrentar carência de pessoal, agravada por salários mais baixos, exaustão de profissionais após a pandemia e concorrência por especialistas no sul.
Occhiuto indicou que, além da atuação cubana, pretende atrair profissionais de dentro e fora da União Europeia, inclusive com novas formulações contratuais para ampliar o quadro técnico.
A porta-voz do governo estadual reiterou que o interesse é manter serviços de saúde estáveis, com ou sem a participação cubana, conforme a disponibilidade de mão de obra local e internacional.
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