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Diretora do Louvre, Laurence des Cars, renuncia após furto e bilhetes

Des Cars deixa Louvre após furto de joias, escândalo de ingressos e falhas de segurança; substituição é aguardada e comissões apuram responsabilidades

Laurence des Cars at a hearing before the the French senate's culture committee in Paris on 22 October 2025
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  • Laurence des Cars pediu demissão do cargo de diretora do Museu do Louvre em 24 de fevereiro, após uma sequência de controvérsias que se seguiram ao roubo de joias em outubro passado.
  • A decisão foi apresentada ao presidente Emmanuel Macron, que elogiou o ato de responsabilidade; o seu substituto deve ser nomeado em 25 de fevereiro.
  • O projeto Louvre New Renaissance, de modernização e expansão avaliado em 666 milhões de euros, enfrentou críticas e greves de funcionários que pedem foco em trabalhos básicos de segurança.
  • Desde a sua chegada, em maio de 2021, menos de 3% do orçamento do museu foi destinado a planos de segurança contra furtos, incêndios e inundações, conforme relatórios oficiais.
  • Comissões parlamentares investigam a gestão do museu, apontando falhas que levaram a pressões para a saída de des Cars, que já tinha oferecido a demissão antes de ser recebida pelo cargo.

A diretora do Louvre, Laurence des Cars, pediu demissão nesta terça-feira, 24 de fevereiro, após uma sequência de controvérsias envolvendo o roubo de joias em outubro e escândalos administrativos. A presidente chegou a apresentar a resignação ao presidente Emmanuel Macron, que a apoiou, mas a decisão foi adiada até que surja um substituto, previsto para 25 de fevereiro. O Louvre deverá passar por uma transição de liderança neste momento.

Des Cars deixou claro que a saída visa dar estabilidade ao museu, o maior do mundo, enquanto enfrenta críticas sobre a segurança, a governança e planos de modernização. O governo confirmou que haverá um novo responsável anunciado na manhã seguinte à demissão, com foco em manter a continuidade dos projetos da instituição.

Antes da saída, o Louvre enfrentava atrasos em obras de infraestrutura e críticas a um plano de expansão avaliado em centenas de milhões de euros. Desde 2021, menos de 3% do orçamento foi destinado a planos de segurança, segundo relatórios oficiais, contrariando a meta de ampliar a proteção contra furtos, incêndios e inundações.

Contexto e desdobramentos

O museu atravessa uma série de incidentes desde o roubo de outubro, incluindo infiltrações em galerias e bibliotecas, além de problemas estruturais em algumas áreas. Paralelamente, houve denúncias de irregularidades relacionadas a bilheteria com indícios de fraude que teriam movimentado cerca de milhões de euros.

O movimento sindical reagiu ao contexto, com representantes pedindo a suspensão do projeto Louvre New Renaissance, apontando a necessidade de investimentos urgentes em manutenção básica. Em resposta, trabalhadores realizaram uma série de greves ao longo de dezembro, marcando históricamente a paralisação mais longa do museu.

Parlamentares que investigam o caso chamaram a atenção para a gestão sob o que qualificaram como uma “hyper presidência” e disseram que falhas acumuladas teriam justificado a saída do diretor em outros países ou instituições. A cooperação entre museus do G7 permanece em foco, com des Cars devendo liderar uma missão nessa frente sob a presidência francesa neste ano.

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