- Ministros de Relações Exteriores do Brasil, França, Espanha, Turquia e outros países condenaram decisões israelenses que estenderiam o controle israelense sobre a Cisjordânia.
- O comunicado conjunto, divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores da Turquia, cita mudanças amplas que reclassificam terras palestinas como “terra estatal” e aceleram a atividade de asentamentos.
- Signatários adicionais incluem Arábia Saudita, Egito e Catar, além de chefias da Liga Árabe e da Organização de Cooperação Islâmica.
- O Gabinete israelense aprovou em 15 de fevereiro medidas para ampliar o controle sobre a Cisjordânia ocupada e facilitar a compra de terras por colonos, o que palestinos chamam de anexação de fato.
- O texto classifica os assentamentos como violação flagrante do direito internacional e aponta risco de prejudicar a paz, a estabilidade regional e a integração na região.
Dois ou três ministros de Relações Exteriores, incluindo os de Brasil, França, Espanha e Turquia, bem como representantes de outros estados, condenaram medidas israelenses que, segundo eles, ampliam o controle de Israel sobre a Cisjordânia de forma ampla. A declaração conjunta foi divulgada na segunda-feira pelo Ministério das Relações Exteriores da Turquia.
Segundo o texto, as mudanças são amplas, reclassificam terras Palestinas como suposta terra estatal israelense, aceleram atividades de assentamento e aprofundam a administração israelense, sinalizam os signatários. Outros signatários incluem Arábia Saudita, Egito e Qatar, além de chefes da Liga Árabe e da Organização de Cooperação Islâmica.
A nota afirma que os assentamentos e as decisões para promovê-los configuram violação flagrante do direito internacional e aproximam-se de uma anexação de fato inaceitável. O comunicado também aponta que tais medidas prejudicam esforços de paz e a estabilidade regional, dificultando uma integração regional viável.
Contexto e desdobramentos
A redação destaca que o West Bank continua sob controle militar israelense em grande parte, com áreas limitadas de autogoverno palestino administradas pela Autoridade Palestina, apoiada pelo Ocidente.
As ações israelenses haviam sido aprovadas pelo governo em 15 de fevereiro, ampliando mecanismos de controle sobre a região e facilitando a aquisição de terras por assentadores, conforme reportado pela imprensa na época.
As negociações de paz na região permanecem sem avanços significativos, e a comunidade internacional observa com cautela as respostas a essas mudanças administrativas e territoriais.
Entre na conversa da comunidade