- Moradores de Susiya, na Cisjordânia, dizem que colonos israelenses incendiaram veículos e tendas na noite de terça-feira.
- Vídeos verificados pela Reuters mostram homens encapuzados chegando à vila, supostos colonos, ateando fogo a propriedades palestinas.
- O Exército israelense disse ter enviado soldados para atender aos relatos e abriu investigação sobre os incêndios deliberados.
- A violência de colonos contra palestinos aumentou desde o início da guerra em Gaza, com mais de 800 deslocados em 2026, segundo a ONU.
- Indiciamentos por violência de colonos são raros; ao final de 2025, apenas 2% dos casos documentados tiveram acusação, segundo a ONG Yesh Din.
Dois incidentes de violência de colonos foram registrados na região de Susiya, na Cisjordânia, na noite de terça-feira. Assentados israelenses teriam incendiado veículos e tendas na vila palestina, perto de Hebrom, segundo moradores. O ataque ocorre em meio a um aumento de ataques contra palestinos desde o início de 2023.
Vídeos verificados pela Reuters mostram homens encapuzados se aproximando da vila e, posteriormente, ateando fogo em bens palestinos. Moradores afirmam que os ataques ocorrem quase diariamente, citando a proximidade com a via principal da região.
O Exército israelense informou ter enviado tropas para atender às denúncias de queimadas deliberadas e abriu uma investigação sobre o caso. O episódio se soma a uma escalada de violência na Cisjordânia, apontada por dados das Nações Unidas e relatórios da imprensa.
Contexto e dados
Segundo dados da ONU, entre 3 e 16 de fevereiro foram registradas pelo menos 86 ocorrências de violência de colonos, levando ao deslocamento de 146 Palestinians e ferimentos em 64 pessoas.
Relatórios de monitoramento apontam que o padrão de ataques envolve población local com frequência, muitas vezes em áreas próximas a assentamentos. No fim de 2025, o grupo Yesh Din destacou que apenas 2% dos casos de violência de colonos resultaram em acusações.
O governo israelense enfrenta críticas sobre a aplicação de acusações nesses casos, com ressalvas de que o tema envolve controvérsias legais e políticas. Ministros de linha mais dura têm defendido ações de expansão de assentamentos, o que acrescenta tensão na região.
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