- O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, afirmou que a Ucrânia planeja perturbar o sistema de energia da Hungria e ordenou o reforço da proteção de infraestrutura crítica com soldados e equipamentos.
- Orban repetiu que a interrupção do oleoduto Druzhba, que leva petróleo russo para a Hungria e a Eslováquia, teve motivação política, não técnica, citando relatórios de inteligência.
- Kiev sustenta que a falha foi causada por ataque de drone russo a equipamentos do oleoduto na Ucrânia ocidental; o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia não respondeu de imediato ao pedido de comentário sobre as acusações de Orban.
- A Hungria e a Eslováquia mantêm laços com a Rússia e divergem da linha da União Europeia sobre sanções e apoio a Kyiv; na segunda-feira, a Hungria manteve o veto a novas sanções da UE contra a Rússia e a um grande empréstimo à Ucrânia.
- Orban tem destacado a eleição de 12 de abril como uma escolha entre “guerra ou paz”, afirmando que seus oponentes levariam o país à guerra.
Viktor Orban, primeiro-ministro da Hungria, acusou a Ucrânia de planejar desestabilizar o sistema energético do país. Em mensagem publicada nas redes sociais, ele afirmou ter ordenado o reforço da proteção de infraestrutura crítica com envio de soldados e equipamentos. Local: Budapeste, nesta quarta-feira.
A medida ocorre após a interrupção no oleoduto Druzhba, que leva petróleo russo para Hungria e Eslováquia. As autoridades húngaras apontam motivação política para a paralisação, segundo Orban, enquanto a Ucrânia sustenta que o ataque foi causado por um drone russo em território ocidental. Não houve resposta imediata do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia.
De acordo com Orban, relatórios de inteligência indicam risco adicional para o sistema energético húngaro. Ele explicou que a proteção reforçada visa repelir ataques perto de instalações-chave, reforçando a segurança de pontos sensíveis.
A tensão entre Hungria e Ucrânia se insere no contexto de divergências sobre apoio da União Europeia à Ucrânia e à relação de Budapeste com Moscou. A Hungria tem mantido uma posição mais reservada em relação a sanções e apoio militar a Kiev.
Na segunda-feira, Hungria vetou novas sanções da UE contra a Rússia e rejeitou um empréstimo significativo para a Ucrânia, em meio a disputas sobre fornecimento de petróleo. Essas atitudes ajudam a explicar o tom usado por Orban hoje.
Orban também tem usado o cenário político interno para marcar posição na conhecida eleição parlamentar de 12 de abril, apresentando a escolha entre “guerra ou paz”. Ele afirma que adversários poderiam trazer o país para o conflito próximo ao seu território.
Contexto do incidente mostram que o Druzhba continua celebrando tensões entre os países vizinhos. A administração húngara diz agir para manter a estabilidade de suprimentos, enquanto Kiev chama para responsabilidade de ataques a infraestruturas.
A informação sobre o episódio foi apurada por repórteres da Reuters, com inclusão de dados de Kyiv e de autoridades locais. O desfecho da situação depende de investigações em curso sobre a origem da interrupção no combustível e as condições de segurança da região.
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