- Pakistan enviou as forças militares para a região de Gilgit-Baltistan e impôs uma censura a grandes aglomerações por três dias, após protestos que já deixaram 26 mortos.
- Em Skardu, protestos contra ataques aéreos contra o Irã incendiaram um escritório da ONU; 14 pessoas, incluindo um soldado, morreram nos confrontos locais; dois também morreram em Islamabad.
- Em Karachi, dez pessoas foram mortas quando manifestantes invadiram a consulado dos EUA e romperam a parede externa do complexo.
- Milhares protestaram nas cidades do norte Parachinar, Dera Ismail Khan e Peshawar; não houve relatos de confrontos nesses locais.
- Líderes xiitas convocaram cortejos fúnebres para as vítimas em Gilgit-Baltistan, Karachi e Islamabad, após o banimento nacional de congregações públicas.
O governo do Paquistão acionou o Exército na região de Gilgit-Baltistan, no norte, e proibiu grandes concentrações no país, após protestos contra ataques dos EUA e de Israel no Irã. Ao todo, 26 pessoas morreram até o momento.
Em Skardu, cidade do Himalaia com maioria shiita, manifestantes incendiaram um escritório da ONU. Clima de violência provocou a morte de 14 pessoas, entre elas um soldado, segundo autoridades locais. Em Islamabad, outras 2 mortes também foram registradas.
Em Karachi, no sul, dez pessoas morreram quando manifestantes invadiram a embaixada/consulado dos EUA e violaram o muro externo do complexo. Em Parachinar, Dera Ismail Khan e Peshawar houve protestos, com grande participação popular e sem relatos de confrontos em alguns casos.
O governo informou que a medida de segurança prevê toque de recolher de três dias em Gilgit e Skardu para manter a ordem. As vias de acesso ao consulado dos EUA em Karachi foram bloqueadas pela polícia, com reforço em Lahore e Islamabad.
Com mobilizações em várias cidades, líderes da comunidade shiita convocaram funerais para as vítimas em Gilgit-Baltistan, Karachi e Islamabad para segunda-feira. A tensão acompanha a retórica sobre o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, citado por manifestantes como referência espiritual.
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