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EUA lançam drone suicida no Irã após aquisição acelerada do Pentágono

LUCAS, drone de baixo custo, entra em combate no Irã oito meses após ser apresentado ao Pentágono, acelerando projetos de defesa dos EUA

Briefing amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, at the Pentagon in Washington, D.C.
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  • Os Estados Unidos debutaram o drone suicida de baixo custo LUCAS em combate no Irã, oito meses após a sua apresentação no Pentágono.
  • O LUCAS é produzido pela SpektreWorks, de Arizona, custa cerca de 35 mil dólares cada, e pode ser usado para ataques ou como drone-alvo, com decolagem no solo ou a partir de um caminhão.
  • O lançamento rápido do LUCAS faz parte da iniciativa do Pentágono para acelerar a produção de drones baratos e descartáveis, sob o Drone Dominance Program de 2025.
  • Durante o desenvolvimento, o drone foi definido para funcionar com sistemas de satélite como Starlink e Viasat, com software de controle fornecido pela startup Noda.
  • Especialistas comparam o desenho do LUCAS a drones Shahed usados pela Rússia na Ucrânia, e o governo mantém a propriedade intelectual do design, permitindo que diversos fabricantes o produzam.

O Comando Central dos EUA informou que o drone LUCAS, de baixo custo, foi usado em combate no Irã. O lançamento ocorreu oito meses após a apresentação inicial no Pentágono, quando o equipamento foi exibido para representantes de várias empresas de defesa. A ofensiva marca um avanço na estratégia de substituição de sistemas caros por opções mais baratas.

O projeto é liderado pela SpektreWorks, de Arizona, que já desenvolve o LUCAS como parte de um pacote de aquisição acelerada. O objetivo é ampliar a capacidade industrial de produzir drones descartáveis, com foco na velocidade de implantação e na redução de custos por unidade.

O Pentágono tem enfatizado que a implantação rápida busca incorporar lições aprendidas na guerra da Ucrânia, onde drones de custo reduzido desempenharam papel relevante. O programa é parte do Drone Dominance Program, autorizado pela legislação de 2025.

Desenvolvimento e contexto

O LUCAS utiliza uma arquitetura aberta para cargas úteis e sistemas de comunicação, com lançamento possível a partir do solo ou de caminhão. O custo unitário estimado fica em torno de 35 mil dólares, significativamente menor que plataformas mais sofisticadas, como o MQ-9 Reaper.

Segundo a Defesa, o design do LUCAS é inspirado em drones usados por adversários na região, incluindo modelos iranianos Shahed. O objetivo é oferecer uma opção de ataque ou de drone-alvo, conforme as especificações do fabricante.

Tecnologias e parcerias

O conjunto de comunicações do LUCAS inclui sistemas via satélite, com participação de provedores como Viasat e SpaceX. Um software de orquestração controla múltiplos sistemas autônomos, permitindo coordenação em operações.

A propriedade intelectual do design permanece com o governo, o que permite que diversos fabricantes produzam o sistema. No entanto, a SpektreWorks mantém contratos de fabricação no momento.

A SpektreWorks não comentou o assunto. A Reuters não conseguiu confirmar quais sistemas de conectividade estão em uso nas operações atuais no Irã. A matéria também não contou com comentários de SpaceX, Viasat ou da empresa Noda, fornecedora do software de controle.

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