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De Ucrânia a Irã, hackear câmeras de segurança vira tática de guerra

Hackers ligados ao Irã tentaram sequestrar câmeras de uso doméstico, sincronizando tentativas com ataques aéreos; prática já adotada por várias nações

Cameras are placed in public areas in Tehran.
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  • Pesquisadores da Check Point identificaram centenas de tentativas de hackers, possivelmente ligados ao Irã, de tomar controle de câmeras de consumo no Oriente Médio, muitas alinhadas a ataques com mísseis e drones.
  • Os alvos incluíram Israel, Catar e Chipre, com tentativas efetuadas próximo aos ataques recentes do Irã contra esses locais.
  • As tentativas exploraram cinco vulnerabilidades em câmeras da Hikvision e Dahua; a firmwere bloqueou várias tentativas, e as brechas já foram corrigidas em atualizações anteriores.
  • A prática já era usada por outros países: Israel, com apoio da CIA, e Ucrânia, que já hackeou câmeras russas para observar tropas e alvos, além de uso de câmeras para monitorar atividades.
  • Especialistas apontam que câmeras hackeadas são baratas e fáceis de usar, oferecendo boa visão de alvo sem custos elevados, o que pode tornar esse recurso parte do “playbook” militar por lange tempo, com questões de responsabilização difíceis de atribuir.

Um estudo da empresa de segurança Check Point revela centenas de tentativas de hackers vinculados ao Irã para tomar controle de câmeras de segurança de uso doméstico. Os ataques ocorreram em pleno contexto de ataques com mísseis e drones em toda a região do Oriente Médio.

Segundo a pesquisa, as tentativas visaram câmeras de fabricantes Hikvision e Dahua. As ações teriam acontecido principalmente entre Bahrain, Chipre, Kuwait, Líbano, Qatar e Emirados Árabes, além de muitos incidentes em Israel. A empresa afirma ter bloqueado grande parte das intrusões.

Acesso era possível por falhas antigas de software nessas câmeras, já corrigidas em atualizações anteriores. As vulnerabilidades, remanescentes, permitem controle remoto sem autorização. As tentativas parecem associadas a grupos atribuídos ao serviço de Inteligência iraniano.

Mudanças de tema: contexto regional e histórico das táticas

As câmeras públicas já eram usadas para vigilância em conflitos anteriores. Registros sugerem uso de feeds para observar alvos, planejar ataques ou avaliar danos após ações militares, formando parte de estratégias de várias nações no conflito regional.

Outras nações também teriam adotado o recurso, incluindo Israel, Rússia e Ucrânia, conforme relatado por pesquisadores. Em Israel, militares teriam utilizado redes de câmeras para planejar alvos. Em Ukraine, autoridades acusaram hackers de explorar câmeras para monitorar movimentos de tropas.

Conjuntura tecnológica e desafios de segurança

Especialistas destacam que câmeras conectadas à internet oferecem visões de baixo custo e alta resolução, porém permanecem vulneráveis se não atualizadas. Apenas parte das tentativas foi observada por redes da Check Point, o que pode subestimar o alcance real.

Especialistas enfatizam que a responsabilidade pela segurança recai tanto sobre fabricantes quanto sobre proprietários. A dificuldade de responsabilizar terceiros em ações de vigilância encarece os esforços de mitigação e pode prolongar o uso dessa técnica.

Impacto e perspectivas

Profissionais de segurança avaliam que o uso de câmeras civis como elemento de guerra tende a se consolidar, dada a combinação de alcance, baixo custo e menor exposição a contramedidas. O acompanhamento de incidentes continua, com novas tentativas sempre possíveis.

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