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Senadores democratas dos EUA pedem audiências imediatas sobre guerra no Irã

Seis democratas no Senado pressionam por audiências rápidas sobre a guerra com o Irã, com autoridades da administração sob juramento para esclarecer objetivos

Smoke continues to rise after a reported strike on fuel tanks in an oil refinery, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, in Tehran
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  • Seis democratas no Senado dos EUA pedem audiências públicas imediatas sobre a guerra com o Irã, com autoridades da administração sob juramento e possível interrupção dos trabalhos do Senado se os republicanos resistirem.
  • O senador Cory Booker informou que os presidentes dos comitês de Relações Exteriores e de Serviços Armados pediram as audiências aos republicanos James Risch e Roger Wicker.
  • Os democratas defendem que as audiências ocorram já na próxima semana, com testemunhas como o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o secretário de Estado e atuando como assessor de Segurança Nacional Marco Rubio.
  • Até o momento, autoridades da administração fizeram briefings fechados; democratas argumentam que o público precisa conhecer sobre duração da guerra, metas de Trump e assuntos correlatos.
  • A Câmara e o Senado, sob controle republicano, já rejeitaram propostas para debater e votar o War Powers Act; pesquisa Reuters/Ipsos aponta desaprovação da população em relação à guerra, com sessenta por cento esperando prolongamento do envolvimento.

Six democratas do Senado dos EUA anunciaram nesta segunda-feira uma campanha mais uma vez para audiências públicas sobre a guerra com o Irã, com autoridades da atual administração sob juramento. O objetivo é interromper os trabalhos normais do Senado caso os republicanos resistam.

Cory Booker, senador de Nova Jersey, informou a jornalistas que os principais democratas dos comitês de Relações Exteriores e de Serviços Armados solicitaram as audiências aos republicanos James Risch e Roger Wicker, respectivamente. A iniciativa reúne parlamentares de diferentes estados.

Os democratas defendem que as audiências ocorram rapidamente e com participação de ministros da Defesa, da Justiça e do Interior, além de assessores de Segurança Nacional, para detalhar metas dos EUA e a duração provável do conflito. A Casa Branca não se manifestou oficialmente.

Participação e cronograma

Entre os signatários estão Tammy Duckworth (Illinois), Adam Schiff (Califórnia), Tammy Baldwin (Wisconsin) e Tim Kaine (Virgínia), além de Murphy, Booker e outros aliados. A expectativa é que as sessões ocorram na próxima semana, segundo os apoiadores.

Segundo os parlamentares, audiências públicas completariam a divulgação já realizada em briefings fechados do Congresso. Eles argumentam que o público precisa entender os objetivos do governo e os cenários de duração do conflito.

O Senado, atualmente com maioria republicana (53–47), tem poder sobre a pauta legislativa, o que facilita ou impede a condução de debates. A oposição vê as audiências como forma de fiscalizar o Executivo. A Câmara também tem rejeitado ações sobre o War Powers Act.

De acordo com uma pesquisa divulgada pela Reuters/Ipsos, a desaprovação à guerra é maior entre a população, com 29% aprovando ataques. A sondagem também aponta maior expectativa de continuidade do conflito, com impactos sobre preços de combustível.

O presidente, Donald Trump, tem apresentado diferentes justificativas para a ofensiva unilateral contra o Irã. Enquanto isso, parlamentares democratas conseguiram em algumas ocasiões resistir a medidas de financiamento e tarifas sem aprovação do Congresso.

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