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Casa Branca desmente ministro; EUA não escortaram petroleiro no Estreito de Ormuz

Casa Branca corrige afirmação e diz que Marinha dos Estados Unidos não escoltou petroleiro no Estreito de Ormuz; Teerã também nega, ampliando a tensão nos mercados

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt. Foto: MANDEL NGAN / AFP
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  • A Casa Branca afirmou que a Marinha dos EUA não escoltou nenhum navio-tanque no Estreito de Ormuz até o momento.
  • Teerã contestou a afirmação do secretário de Energia, Chris Wright, sobre a escolta e disse que não permitirá a exportação de petróleo até novo aviso.
  • Desde 2 de março, passaram pelo estreito mais de vinte navios comerciais; a AFP aponta nove petroleiros e dois navios de gás natural liquefeito entre os que transmitiram sinais.
  • Antes da guerra, a passagem média diária era de 138 navios pelo estreito; Washington tomou medidas para acalmar mercados, incluindo resseguro a companhias de navegação.
  • Os preços do petróleo oscilaram bastante, chegando a quase 120 dólares por barril, antes de recuar após declarações de líderes.

O governo dos Estados Unidos corrigiu informações sobre a suposta escolta de petroleiro no Estreito de Ormuz na manhã desta terça-feira, 10 de março. A Casa Branca afirmou que a Marinha dos EUA não está escoltando navios-tanque no estreito, apesar de declarações anteriores do secretário de Energia.

O secretário Chris Wright havia conversado com a imprensa e sugerido a possibilidade de uma primeira escolta desde o início de hostilidades no Oriente Médio. Em resposta, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reiterou que ainda não houve escolta de navios até o momento.

Contexto e reação do exterior

Teerã contestou a afirmação, dizendo que não concorda com a operação anunciada. O governo iraniano reforçou que não permitirá a exportação de petróleo para áreas hostis sob qualquer circunstância.

Desde 2 de março, mais de 20 navios comerciais foram detectados cruzando o Estreito de Ormuz, segundo dados da Marine Traffic analisados pela AFP. Entre eles, nove petroleiros e dois navios de GNL foram identificados com sinais de travessia.

Mercado e impactos

Antes da crise, a média diária de navios que transitavam pelo estreito era de cerca de 138. O mercado reagiu com volatilidade, com preços do petróleo oscilando fortemente desde o início dos conflitos.

Esforços de Washington para acalmar o mercado incluem medidas de resseguro para companhias de navegação e apoio logístico da Marinha. O petróleo chegou a subir 30% em um momento, aproximando-se de 120 dólares o barril, antes de recuar.

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