- Chile e os Estados Unidos assinaram uma declaração conjunta para iniciar discussões sobre minerais críticos e terras raras.
- A primeira reunião deve ocorrer dentro das próximas duas semanas.
- Os EUA buscam reduzir a dependência de a China nesses setores, usados em veículos elétricos, semicondutores, defesa e eletrônicos.
- Chile é o maior produtor mundial de cobre e o segundo de lítio.
- O vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, disse que há potencial para fortalecer cadeias de suprimento desses minerais.
Chile e os Estados Unidos assinaram uma declaração conjunta para iniciar discussões sobre minerais críticos e terras raras, segundo o Ministério das Relações Exteriores do Chile. O acordo foi anunciado em Santiago, em 12 de março, e a primeira reunião deve ocorrer nas próximas duas semanas.
A iniciativa ocorre em meio a um esforço norte-americano de reduzir a dependência da China nesse segmento, que envolve itens usados em veículos elétricos, semicondutores, defesa e eletrônicos de consumo. A parceria busca mapear cadeias de suprimento e caminhos de cooperação entre os dois países.
Chile atua como maior produtor mundial de cobre e o segundo maior produtor de lítio, dados relevantes para o debate sobre minerais estratégicos. O país sediou a assinatura em meio a interesses de ampliar a participação nas cadeias globais.
Contexto e próximos passos
O recebimento da declaração ocorreu enquanto o vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, sinalizou a possibilidade de estreitar a cooperação com o Chile para fortalecer as cadeias de suprimento.
Em meio a esse cenário, o Chile também vivia a cerimônia de posse do presidente de direita Jose Antonio Kast, ocorrida na quarta-feira anterior, o que adiciona contexto político ao diálogo bilateral. O conteúdo da reunião inicial prevê definir objetivos, timeline e áreas de trabalho conjuntas.
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