- O porta-voz do Exército iraniano, Amir Akraminia, afirmou que o Irã tem usado armas “nunca antes utilizadas” na guerra contra os EUA e Israel e que usará mais nos próximos dias.
- Também segundo miliares de Israel, o Irã tem utilizado ogivas de fragmentação em mísseis balísticos com maior frequência.
- O conflito teve início em 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado matou o líder supremo Ali Khamenei, em Teerã.
- Em retaliação, o Irã atacou vários países da região, dizendo mirar apenas interesses de EUA e Israel; Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã foram citados.
- O conflito se expandiu para o Líbano, com o Hezbollah atacando Israel e Israel realizando ofensivas; dezenas de pessoas teriam morrido no território libanês.
O Irã afirma ter utilizado armas “nunca antes empregadas” na guerra contra os Estados Unidos e Israel. O porta-voz do Exército iraniano, Amir Akraminia, disse nesta quarta-feira (18) que novas reprises de ataques devem ocorrer nos próximos dias, sem entrar em detalhes.
Segundo ele, o país tem adotado armamentos inéditos na ofensiva e mostrou confiança de que o impacto já é visível nas notícias internacionais. A declaração foi concedida à televisão estatal iraniana.
Moradores de Emirados Árabes Unidos e de Israel relataram ouvir estrondos e explosões associadas a interceptações nos últimos dias, em meio a uma escalada regional. Autoridades não divulgaram dados adicionais.
O Irã também tem aumentado o uso de ogivas de fragmentação em mísseis balísticos, conforme relatos de militares israelenses. Eles dizem que essas ogivas foram usadas com maior frequência neste ciclo de confrontos.
O conflito, que envolve Estados Unidos, Israel e o Irã, teve início em fevereiro, com ataques que deixaram várias fatalidades e danos a infraestruturas. Israel afirma ter destruído alvos ligados ao Irã na região.
Conflitos se intensificaram em diferentes frentes, incluindo ações de retaliação no Golfo e confrontos no Líbano, onde o Hezbollah atuou em resposta à morte de líderes iranianos. As fontes oficiais não detalham números precisos de vítimas.
Dados de organizações de direitos humanos apontam mais de 1.200 civis mortos no Irã desde o começo do conflito, enquanto Washington registra perdas de forças americanas em ações militares relacionadas aos ataques.
O regime iraniano passou por mudanças no comando após a morte de parte de sua liderança, escolhendo Mojtaba Khamenei como novo líder supremo. Analistas veem continuidade na linha dura do governo.
Especialistas alertam que a troca de lideranças pode não alterar drasticamente a dinâmica do conflito, com foco contínuo em capacidades militares e retaliações contra interesses dos EUA e de Israel.
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