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COP15: negociações avançam para proteger espécies migratórias

COP15 avança na proteção de espécies migratórias; Brasil amplia áreas protegidas e lança pesquisas para mapear rotas

Campo Grande (MS), 25/03/2026 - Movimentação em estandes da Blue Zone na COP15. Foto: Rafa Neddermeyer
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  • A COP fifteen, realizada em Campo Grande, chega à metade da programação com avanços na proteção de quarenta e duas espécies migratórias.
  • O presidente da COP fifteen, João Paulo Capobianco, afirmou que não há atraso na agenda e que as negociações seguem dentro do previsto.
  • A revisão das listas de espécies em risco (Anexo I) e sob pressão (Anexo II) avança, com debates sobre fundamentação científica e mudanças de classificação.
  • Relatórios apresentados indicam queda acentuada de peixes migratórios de água doce, destacando a necessidade de mapear rotas e habitats protegidos.
  • O governo brasileiro já promove ações nacionais, como o Parque Nacional do Albardão e a ampliação de áreas de proteção no Pantanal, além de apoiar pesquisas e a criação de varas ambientais no Pantanal.

A COP15, em Campo Grande (MS), avança para a metade da programação com foco na proteção de espécies migratórias. A conferência discute a inclusão de 42 novas espécies na lista oficial de conservação internacional.

Segundo o presidente da COP15 e secretário-executivo do MMA, não houve atraso na agenda desde a abertura. O andamento da reunião segue dentro do previsto, sem relatos de problemas operacionais.

A revisão das listas Anexo I (em risco) e Anexo II (sob pressão) da CMS está bem avançada. Debates e pedidos de esclarecimentos são comuns, principalmente sobre critérios científicos de indicação.

Pesquisa

Em três dias, foram apresentados estudos relevantes, incluindo um relatório sobre o declínio de peixes migratórios de água doce. A comunidade científica participa ativamente do debate.

O ambiente reúne também organizações da sociedade civil, povos tradicionais e comunidades locais, que trazem informações e recomendações relevantes para as propostas.

Antes da programação oficial, o governo brasileiro já atua para fortalecer acordos de conservação de espécies migratórias, habitats e corredores ambientais.

Proteção

No dia 6 de março, o governo criou o Parque Nacional do Albardão e a Área de Proteção Ambiental do Albardão, no RS, com mais de 1 milhão de hectares. A área abrange diferentes profundidades oceânicas.

Decretos assinados durante a Cúpula dos Líderes ampliaram a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte (MG) e expansions do Pantanal e de Taiamã (MT).

Conhecimento

O MMA, em parceria com o MCTI, lançou edital de fomento à pesquisa para ampliar o conhecimento sobre rotas e áreas-chave de espécies migratórias no Brasil, visando proteção mais efetiva.

A iniciativa busca mapear percursos no território nacional e identificar áreas já protegidas ou a serem protegidas, fortalecendo a conservação.

No balanço inicial, foram anunciadas iniciativas de fortalecimento institucional no Pantanal, incluindo a criação de varas ambientais e de uma vara do Ministério Público Federal especializada no bioma.

Segundo Capobianco, o Brasil demonstra compromisso com a CMS por meio de ações concretas, mantendo a liderança em acordos internacionais nos próximos anos.

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