- França informou que cerca de 35 países participaram de uma reunião virtual para discutir a reabertura do Estreito de Ormuz assim que as hostilidades terminarem.
- A iniciativa é definida como defensiva e busca saber como os países veem a crise e eventuais propostas para uma missão, sem relação com operações militares atuais.
- O almirante Nicolas Vaujour afirmou ter conversado com autoridades navais de 12 países sobre liberdade de navegação e segurança marítima.
- O presidente Emmanuel Macron sugeriu uma estrutura da Organização das Nações Unidas para qualquer ação no estreito, condicionada ao fim das hostilidades, consulta a seguradoras e consentimento do Irã.
- O Reino Unido diz trabalhar em um plano viável para reabrir o estreito; a primeira fase visa identificar minas, seguida pela proteção aos petroleiros, com a retirada de minas sendo um desafio pela capacidade dos Estados Unidos.
A França informou que o chefe militar francês manteve conversas com cerca de 35 países nesta quinta-feira, 26, para discutir propostas de reabertura do Estreito de Ormuz assim que a guerra no Irã terminar. A reunião foi conduzida de forma virtual e teve foco em parcerias para retomar a navegação na via estratégica.
Segundo a defesa francesa, a iniciativa é estritamente defensiva e não integrará operações militares na região. O objetivo é organizar a retomada do tráfego marítimo na passagem, que é vital para o abastecimento global de petróleo.
Autoridades disseram que, apesar de o alinhamento com os Estados Unidos não dar início a ações diretas, as discussões sinalizam preocupação com possíveis ameaças ao Ormuz após o cessar das hostilidades. A atividade diplomática ocorreu com participantes de diferentes continentes.
Cooperação internacional
O almirante Nicolas Vaujour, chefe do Estado-Maior da Marinha Francesa, afirmou ter conversado com 12 autoridades navais, incluindo representantes do Reino Unido, Alemanha, Itália, Índia e Japão. O foco foi liberdade de navegação e segurança marítima.
O presidente Emmanuel Macron indicou que qualquer ação no estreito exigirá diálogo com seguradoras, empresas de navegação e o consentimento do Irã, além de considerar uma possível estrutura da ONU para apoiar a operação. As informações indicam busca por consenso antes de missões.
Planejamento de etapas
Fontes destacaram que a primeira fase deve identificar minas explosivas na área, seguida de uma segunda etapa voltada à proteção de petroleiros que cruzam o canal. A retirada de minas é considerada complexa e depende de cooperação internacional e capacidades técnicas compartilhadas.
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