- Ataques dos Estados Unidos e de Israel atingiram o Instituto Pasteur do Irã, um dos principais centros de pesquisa em saúde do país.
- O chefe do centro de informações do Ministério da Saúde do Irã, Hossein Kermanpour, descreveu o ataque como “direto à segurança internacional em saúde”.
- O Instituto Pasteur foi fundado em 1920 e é o primeiro e mais antigo centro público de saúde do Irã.
- A Cruz Vermelha Iraniana informou que, desde 28 de fevereiro, pelo menos 316 centros de saúde e emergência foram danificados no Irã.
- A OMS destacou a necessidade de proteção de profissionais de saúde, pacientes e instalações médicas, conforme o direito internacional humanitário.
Ataques dos Estados Unidos e de Israel atingiram o Instituto Pasteur do Irã, um dos principais centros de pesquisa em saúde do país. A informação foi divulgada por Hossein Kermanpour, chefe do centro de informações do Ministério da Saúde, nesta quinta-feira 2, via X. O ataque é descrito como uma ação direta à segurança internacional em saúde.
O Instituto Pasteur, fundado em 1920, é o primeiro e mais antigo centro público de saúde do Irã. Ao longo de décadas, profissionais do instituto desenvolveram vacinas e realizaram pesquisas sobre prevenção de doenças infecciosas. O governo iraniano informou que a instituição foi atingida em meio aos atuais confrontos regionais.
Contexto regional sugere ampla violência. Organizações humanitárias destacam o risco de ataques em massa a unidades médicas na região, com impacto em serviços de saúde. A Cruz Vermelha Iraniana aponta que mais de 316 centros de saúde e de emergência sofreram danos desde 28 de fevereiro.
No âmbito internacional, a chamada de atenção ocorre diante de pelo menos 30 dias de bombardeios entre EUA, Israel e ações iranianas, que envolvem retaliações e agravam a crise. A Save the Children afirma que, até 31 de março, sistemas de saúde no Irã, Líbano e Israel foram atingidos com frequência elevada, em média a cada seis horas.
A Organização Mundial da Saúde reiterou, no mês passado, a proteção de profissionais de saúde, pacientes e instalações médicas, conforme o direito internacional humanitário. As autoridades de saúde do Irã destacam a necessidade de resguardar infraestrutura médica frente aos conflitos.
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