- Guias de montanha no Everest são acusados pela polícia do Nepal de envenenar alpinistas para alimentar um esquema milionário de seguros.
- Vítimas são induzidas a simular emergências para acionar resgates de helicóptero ou levadas a acreditar em uma emergência médica real.
- As cobranças são feitas por pessoa; um único voo pode sair de cerca de R$ 20 mil para até R$ 61 mil.
- Hospitais teriam participado do esquema com falsificação de relatórios médicos, ficando com até 25% das indenizações, gerando um prejuízo estimado de R$ 103 milhões entre 2022 e 2025.
- São 32 pessoas acusadas, com nove já presas; as fraudes teriam sido identificadas desde 2018.
Guias que atuam no Monte Everest são acusados de envenenar alpinistas para sustentar fraude milionária de seguros, segundo o Departamento Central de Investigação da Polícia do Nepal. O esquema envolve induções a resgates por helicóptero, com prejuízo estimado de 103 milhões de reais entre 2022 e 2025.
Vítimas seriam levadas a acreditar estar em emergências médicas, para acionar envios de helicópteros. Em outras situações, guias orientariam a deixar o local por pressões de saúde, alegando necessidade de evacuação imediata. Em alguns casos, comprimidos teriam sido usados para induzir sintomas.
Cobranças são atribuídas por pessoa, mesmo com múltiplos passageiros no mesmo voo. Voos de resgate podem custar de cerca de 20 mil reais a 61 mil reais, conforme apurado pelas autoridades. Hospitais também teriam participação com emissão de relatórios médicos falsos.
Investigação e modus operandi
As autoridades indicam que fraudes teriam ocorrido desde 2018 e envolvem médicos e instituições hospitalares, com repasse de até 25% das indenizações aos envolvidos. O Nepal informou já ter identificado 32 acusados, com nove prisões realizadas até o momento.
Manoj Kumar KC, chefe da CIB, afirmou que a impunidade favorece a continuidade das fraudes. O caso é visto como um modelo de criminalidade integrada entre guias, hospitais e organizações de seguros, com impacto financeiro significativo no turismo de montanha.
Envolvidos e desdobramentos
As investigações seguem para esclarecer demais detalhes do esquema, incluindo a participação de terceiros e a origem dos relatórios médicos falsos. As autoridades brasileiras não são mencionadas; as informações são de fontes nepalesas e do jornal local The Kathmandu Post. Quer a investigação avance, novas etapas devem esclarecer responsabilidades individuais.
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