- A CNN revela que terras na província de Sichuan foram confiscadas em 2022 para abrigar novas instalações de produção de armamentos atômicos, considerados segredo de Estado pelas autoridades locais.
- Imagens de satélite mostram a aldeia demolida e a construção de estruturas associadas a uma das maiores redes de instalações nucleares da China, incluindo uma cúpula de formato alongado.
- As obras aparecem conectadas a bases de armas nucleares na região de Zitong, com reformas de estradas e criação de vínculos entre sítios como Sítio 906 e outras bases.
- Especialistas avaliam que os investimentos indicam uma reformulação e aumento da capacidade de produção de ogivas, reforçando a modernização do arsenal chinês.
- As mudanças ocorrem em meio a tensões com os EUA e discussões sobre acordos de controle de armas, com autoridades chinesas negando acusações de testes nucleares.
A CNN revelou um segredo de Estado ligado à expansão da capacidade nuclear da China. Em Sichuan, terras foram confiscadas e moradores expulsos em 2022, para abrigar instalações de produção de armamentos atômicos. A motivação seria ampliar a força de dissuasão do Exército Popular de Libertação.
Imagens de satélite e documentos governamentais indicam que a aldeia foi arrasada, dando lugar a estruturas de alto nível tecnológico. A obra inclui uma cúpula de formato alongado, cercada por concreto, aço e monitores de radiação, ligada a um sistema de ventilação extenso.
A construção ocorre dentro de uma base já conhecida pela CIA e envolve três camadas de cercas de proteção. Um túnel na encosta de uma montanha parece conectar o sítio a outras áreas da rede de Zitong, que envolve várias bases de armamentos.
Novo complexo de produção e reconfiguração
Entre as mudanças está a expansão do Sítio 931, que alcançou a vila de Baitu, forçando o despejo de moradores. Dashan também foi demolida para abrir espaço a novas instalações. Estradas reformadas ligam o local a outras bases estratégicas da região.
Especialistas ouvidos pela CNN apontam que o conjunto de obras sinaliza uma mudança estrutural na rede de armamentos chinesa. Citam a modernização acelerada e possível aumento da capacidade de produção de materiais radioativos.
A CNN analisa que a reforma começou em 2021, após instruções públicas do presidente Xi Jinping para acelerar a dissuasão estratégica. A China sustenta estratégia de autodefesa e não uso de armas nucleares contra países não detentores.
Implicações e tensão internacional
A expansão ocorre em meio a acusações dos EUA sobre supostos testes nucleares proibidos e ao debate sobre novos arsenais. Observadores avaliam que Pequim tem buscado diversificar tecnologias e processos nesses locais.
Ainda segundo a análise, a transformação envolve o que é chamado de Cidade da Ciência, cerca de 65 quilômetros a sudoeste de Zitong, considerado o núcleo do programa nuclear. Mais de 600 edifícios teriam sido demolidos para dar lugar às novas estruturas.
O governo chinês disse não ter conhecimento da situação. Autoridades dos Estados Unidos discutem que a China pode ter desenvolvido uma nova geração de ogivas, alimentando controvérsia diplomática. Pequim nega irregularidades.
A depender do andamento, analistas dizem que a força nuclear chinesa pode ganhar agilidade na detecção de ameaças e na resposta a ataques. A relação entre EUA, China e aliados permanece sob escrutínio global.
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