- O Irã descartou a ideia de restringir seu programa de enriquecimento de urânio, ideia defendida pelos Estados Unidos.
- O chefe da Organização de Energia Atômica, Mohammad Eslami, disse que não aceitará imposições ou pressão sobre o programa nuclear.
- O governo afirmou que o enriquecimento continuará até o nível necessário para suas usinas civis e que não há motivo para preocupações.
- A declaração ocorreu após o Irã ter dito que retomaria o enriquecimento de urânio até 60 por cento e até 20 por cento, o que supera o limitado pelo acordo de Viena.
- O acordo de Viena, assinado em 2015, estabelece o limite de enriquecimento em 3,67 por cento.
O Irã descartou nesta quarta-feira a possibilidade de restringir seu programa de enriquecimento de urânio, como pretendia o ex-presidente dos EUA, Donald Trump. O governo afirmou que não aceitará imposições e que qualquer tentativa de limitar o programa seria considerada uma rejeição ao acordo de Viena de 2015.
O anúncio foi feito pelo chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Mohammad Eslami. Em entrevista à televisão estatal, ele afirmou que o país não tolerará pressões externas e que seu programa nuclear é pacífico e transparência não falta.
O governo iraniano reforçou que continuará enriquecendo urânio até o nível necessário para suas usinas civis. Ao mesmo tempo, informou que retomaria o enriquecimento até 60% e até 20%, o que é visto como uma ameaça ao acordo de Viena, que impõe limite de 3,67% para o enriquecimento.
Eslami ressaltou que não haverá, segundo ele, justificativa para preocupações sobre a atuação do Irã. O país mantém, afirma, o objetivo pacífico do uso da energia nuclear e a produção de combustível para uso civil.
O Irã já havia sinalizado a retomada de enriquecimento acima do permitido pelo acordo, gerando tensões com potências internacionais. O governo destacou que continuará cumprindo com as necessidades de suas usinas e que não há risco de desvio em relação aos seus fins civis.
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