- Hezbollah afirma que não vai cumprir acordos de negociações entre Líbano e Israel em Washington; líder Naim Qassem pede o cancelamento da reunião prevista.
- Qassem rejeita negociações diretas com Israel, chamando a posição de histórica e heroica; a reunião entre os embaixadores do Líbano e de Israel em Washington está marcada para ocorrer.
- Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que busca o desmantelamento das armas de Hezbollah e um acordo de paz duradouro; Qassem classifica as negociações como fúteis.
- Após o anúncio de cessar-fogo entre Teerã e Washington, Israel realizou mais de cem ataques no Líbano, incluindo áreas residenciais centrais em Beirute; Hezbollah afirma não ceder.
- Wafiq Safa, alto integrante do conselho político do grupo, disse que a ação foi preemptiva para evitar retorno ao status quo e restabelecer a dissuasão; negou acordos prévios com o Irã.
O Hezbollah informou que não vai cumprir acordos assumidos nas negociações entre Líbano e Israel que estavam previstas para ocorrer em Washington. A declaração ocorreu após o grupo reafirmar a oposição a negociações diretas com Israel, insistindo em uma postura histórica de resistência.
Segundo o líder do Hezbollah, Naim Qassem, as negociações com o que ele chama de “entidade israelense usurpadora” são inúteis e devem ser canceladas. Ele fez o apelo em pronunciamento televisivo, destacando que o grupo não reconhece tratativas diretas com Israel.
A incursão diplomática tinha como objetivo reunir os embaixadores do Líbano e de Israel nos EUA para discutir passos diretos de diálogo. Beirute afirma buscar primeiro um cessar-fogo, enquanto Israel prefere manter a via de negociações formais apenas entre os dois países.
Contexto do conflito
Desde 2 de março, a escalada entre Israel e o Hezbollah se intensificou, com ataques israelenses visando regiões no Líbano e reforço de tropas israelenses ao longo da fronteira. Milhares foram deslocadas e há milhares de mortos, incluindo civis e profissionais de saúde.
Desdobramentos diplomáticos
Horas após o anúncio de uma trégua anunciada por EUA e Irã, Israel informou ter efetuado mais de 100 ataques no território libanês, centralizando ataques em áreas civis de Beirute e arredores. O Hezbollah diz que permanece firme na defesa do território.
Observações de liderança
Wafiq Safa, integrante do conselho político do Hezbollah, afirmou que as ações do grupo são preventivas, ante a percepção de uma segunda etapa de confronto com Israel. Ele negou qualquer acordo prévio com Teerã para ampliar a participação na guerra.
Panorama humanitário
A guerra causada pelo conflito atual já provocou deslocamentos massivos e centenas de mortes, com impacto severo em famílias e serviços básicos. Organizações humanitárias solicitam acesso seguro e maior apoio à população afetada.
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