- A partir de maio, a Rússia aumentará as tarifas sobre bebidas alcoólicas importadas de países “inimigos” para cerca de € five por litro, com o objetivo de reforçar o orçamento e proteger fabricantes nacionais.
- Será o segundo aumento em um ano e meio; desde setembro de 2024, há cobrança de 20% do valor aduaneiro, mas não menos que € 3 por litro de álcool puro.
- Produtores russos de cognac e uísque devem se beneficiar, após queda na demanda neste ano, porém o ajuste pode impactar o mercado e importadores.
- O setor prevê alta de preços e queda gradual de importações, com pico de preço esperado na segunda metade de 2026, conforme o estoque se esgota.
- Analistas aguardam possible localizção da produção na Rússia por algumas marcas, além de estratégias de venda mais baratas; exemplo é Martini, que pode passar a ser produzido localmente pela Alvisa.
Russia vai elevar tarifas sobre bebidas alcoólicas importadas de países considerados “inimigos” a cerca de €5 por litro a partir de maio, informou o repórter Eugene Gerden. A medida busca reforçar o orçamento federal e proteger fabricantes nacionais.
Será a segunda alta de tarifas sobre bebidas importadas nos últimos 18 meses. Desde setembro de 2024, entra em vigor uma tarifa de 20% do valor aduaneiro, com mínimo de €3 por litro de álcool puro, para produtos de países não amigáveis.
Conjuntamente, os produtores russos de Cognac e uísque devem se beneficiar com a elevação, enquanto a demanda por seus produtos caiu no início deste ano. Analistas afirmam que o aumento pode dificultar a importação e elevar custos para os distribuidores.
Impacto no mercado
- A Alkopro Guild, agência de análise de bebidas, prevê alta de preços para a maior parte das bebidas importadas, com possível queda nas vendas dos itens mais populares.
- Ruslan Bragin, jefe de bebidas da Fort, diz que o aumento dos custos será repassado ao consumidor, prejudicando importadores e produtores.
Reação do setor
- Representantes do Ladoga Group, importador relevante, estimam aumento significativo de preços, ocorrendo de forma gradual conforme estoques se esgotam.
- Prevê-se que o pico de alta de preços ocorra na segunda metade de 2026, com redução prevista da variedade de bebidas estrangeiras no varejo.
Consequências para produtores
- Analistas apontam que o reajuste pode levar some produtores a localizarem produção na Rússia. Outras estratégias podem surgir para manter acesso ao mercado.
- Nesta safra, a Alvisa planeja produzir Martini localmente, a partir de Bacardi. Antes, a Martini era fornecida pela Bacardi a partir da Argentina.
Dados recentes do setor
- Entre jan-fev de 2026, Bacardi e Pernod Ricard registraram alta de vendas na Rússia, em parte devido a importações paralelas e produção local. A trajetória pode ser afetada pela nova tarifação.
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