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Laboratórios secretos de Putin são acusados de testar toxinas em humanos

Laboratórios ligados ao regime de Putin testam munições, toxinas e drogas em militares voluntários saudáveis, aponta investigação

Principal polo científico dessa rede é dirigido por cientistas e funcionários de segurança
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  • Centro de pesquisa conhecido como Signal, com apoio do governo russo, seria responsável por laboratórios secretos que testam munições, drogas e toxinas em humanos na Rússia.
  • O Signal estaria ligado ao Instituto de Medicina Militar Experimental, autorizado desde 2015 a realizar pesquisas envolvendo seres humanos no âmbito do Ministério da Defesa.
  • O diretor Sergey Chepur afirmou, em 2019, que algumas substâncias podem afetar funções cerebrais superiores, tornando necessários testes em militares voluntários saudáveis.
  • Estima-se que cerca de 3.500 pessoas estejam empregadas nos programas de envenenamento do regime, com relatos de testes em voluntários expostos a explosões de artilharia e condições extremas.
  • Em 2018, o Instituto de Medicina abriu um centro de pesquisa clínica com 100 leitos para observações de testes de medicamentos, vacinas e armamentos, envolvendo militares.

Cientistas vinculados ao governo russo são acusados de realizar testes de munições, toxinas e substâncias farmacológicas em humanos por meio de laboratórios secretos na Rússia. A denúncia foi divulgada pela imprensa independente Proekt, que aponta o principal polo científico como parte de uma rede apoiada pelo regime de Vladimir Putin. Segundo a reportagem, os laboratórios teriam capacidades de sintetizar toxinas, estudar evasão de detecção, testar em animais e em humanos, além de trabalhar em edição genética.

A rede é associada ao Signal, instituição ligada ao Instituto de Medicina Militar Experimental, que, desde 2015, detém autorização para pesquisas envolvendo seres humanos no âmbito do Ministério da Defesa. O diretor da Signal, Sergey Chepur, já descreveu funções que incluem testes com militares voluntários saudáveis. O grupo envolve cientistas e profissionais de segurança, incluindo um ex-agente do FSB.

Ao todo, a reportagem cita cerca de 3.500 pessoas trabalhando nos programas de envenenamento do governo russo. Os materiais disponíveis referem-se a estudos sobre novos sistemas de armas, avaliação de efeitos nocivos, agentes farmacológicos para melhorar desempenho e medidas de proteção para condições extremas. Não há confirmação pública de todos os conteúdos.

Contexto e infraestrutura

Em 2018, o Instituto de Medicina inaugurou um centro de pesquisa clínica com 100 leitos, incluindo unidades de terapia intensiva. No primeiro ano, há registros de mais de 300 observações envolvendo militares em testes de medicamentos, vacinas e armamentos. Chepur mencionou, em conferência em 2023, testes de munições de artilharia em voluntários para determinar efeitos de dano.

Segundo a reportagem, os resultados citados indicam que tais munições poderiam ser usadas para incapacitar ou eliminar adversários, com danos classificados como moderados. O Instituto de Medicina também é apontado como ator importante no programa russo de desenvolvimento de armas químicas.

Chepur manteria contatos frequentes com oficiais da agência de inteligência militar da Rússia, conforme investigações anteriores. A reportagem não disponibiliza detalhes completos sobre os conteúdos dos programas nem sobre a autorização legal de todas as atividades.

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