- Navios partiram de Barcelona, Espanha, levando mais de setenta barcos e mil pessoas de várias partes do mundo, segundo os organizadores.
- A Global Sumud Flotilla é apresentada como a maior mobilização civil desse tipo contra as ações em Gaza.
- Quase quarenta barcos saíram de Barcelona; o restante deve se juntar à flotilha a partir de outros portos no Mediterrâneo, em direção ao leste.
- A saída foi atrasada pelo mau tempo, originalmente prevista para 12 de abril.
- Greenpeace Espanha e o grupo de resgate Open Arms apoiam a missão, que busca chamar atenção para a situação dos palestinos em Gaza.
Boats carrying activists and humanitarian aid for Palestinians in Gaza reposition in the port during a symbolic send-off as part of the Global Sumud Flotilla in Barcelona, 12
C dos artistas e voluntários, a Global Sumud Flotilla partiu de Barcelona, na Espanha, nesta quarta-feira. A mobilização reúne mais de 70 embarcações e cerca de 1.000 participantes de várias partes do mundo, segundo os organizadores. O conjunto da flotilha segue mar adentro em direção a Gaza, com foco em levar ajuda e chamar atenção para a situação no território.
A saída, inicialmente prevista para 12 de abril, foi adiada por más condições climáticas. A organização informou que parte da frota já seguiu do porto de Barcelona e que o restante se somaria a partir de outros portos do Mediterrâneo, em trajeto India para leste.
Participantes e objetivos
Entre os apoiadores estão Greenpeace Espanha e Open Arms, com navios maiores acompanhando as embarcações menores da flotilha. A liderança rural da iniciativa afirma que a ação é uma resposta à falta de ação governamental para a população de Gaza e busca mobilizar a opinião pública internacional.
Contexto humanitário
Gaza enfrenta um endurecimento da crise humanitária após seis meses de cessar-fogo interrompido por ações entre israelenses e grupos armados. Segundo a Health Ministry de Gaza, mais de 700 pessoas morreram nesse período, com desafios contínuos de alimentação, saúde e reparos de infraestrutura.
A ação ocorre em meio a um cenário de bloqueio imposto por Israel e Egito desde 2007. A justificativa israelense é impedir a entrada de armas; críticos apontam que o bloqueio agrava a vida civil na faixa, com restrições de acesso a suprimentos e serviços básicos.
Saif Abukeshek, ativista palestino e membro do comitê diretor global da flotilha, destacou que governos não teriam atendido às necessidades da população de Gaza, ressaltando a importância da mobilização civil. Eva Saldaña, da Greenpeace Espanha, reforçou o direito de Gaza existir e prosperar.
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