- O papa Leão XIV criticou o “mundo devastado por tiranos” e pediu mudança de rumo para afastar-se da guerra durante visita a Bamenda, em Camarões.
- Em seu discurso, ele condenou quem manipula a fé para ganhos militares, econômicos ou políticos.
- Trump, em madrugada de quarta-feira, 15, ironizou e citou supostos mortos pelo Irã nos últimos dois meses, ampliando o atrito com o pontífice.
- O papa chegou a Bamenda diante de multidões que comemoraram a visita, para chamar a atenção à violência na região.
- O conflito em Camarões tem raízes no período colonial; há mais de seis mil mortos e mais de seiscentas mil deslocados, com negociações de paz estagnadas.
O Papa Leão XIV criticou o que chamou de mundo devastado por tiranos, em um discurso realizado na Catedral de São José, em Bamenda, no oeste de Camarões. Ele pediu uma mudança de rumo, afastando-se da guerra e da exploração de terras e populações, destacando que o sofrimento é sustentado por irmãos e irmãs solidários.
A visita papal coincidiu com uma escalada de tensões entre o governo camaronense e grupos separatistas da região de língua inglesa. O pontífice elogiou iniciativas de paz e alertou para o uso da fé em conflitos para ganhos políticos, econômicos ou militares.
Paralelamente, o líder da Igreja Católica enfrentou uma provocação pública do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ironizou a ausência de Leão XIV e mencionou supostos mortos iranianos em um suposto confronto recente. A troca ocorreu poucos dias antes da visita do Papa.
Com a viagem, o Papa trouxe visibilidade internacional a uma violência que persiste na região há quase uma década, mesmo diante de uma suposta trégua anunciada pelos separatistas para a visita papal. O conflito camaronense segue sem solução, com negociações de paz estagnadas.
Contexto do conflito e impactos humanitários
O fio histórico remonta ao período colonial, com a divisão do país entre França e Reino Unido. Em 2017, grupos separatistas de língua inglesa iniciaram uma rebelião contra o governo central, resultando em milhares de mortes e centenas de milhares de deslocados. O atual cenário permanece sem acordo de paz, mantendo a região marcada pela violência. Fonte: AP.
Entre na conversa da comunidade