- O general Stephen Whiting, chefe do Comando Espacial dos Estados Unidos, afirmou que a Rússia planeja colocar uma bomba nuclear em órbita para destruir satélites, cenário descrito como intolerável.
- A ideia seria lançar uma arma nuclear antissatélite em órbita terrestre baixa, colocando em risco todos os satélites nessa faixa.
- O plano é visto como parte de uma agressividade crescente da Rússia no espaço desde o início da guerra na Ucrânia, incluindo bloqueios de sinais de satélite de comunicação e GPS.
- A explosão nuclear na órbita entre 480 e 1.900 quilômetros poderia inutilizar até 10 mil satélites, afetando internet, telefones e GPS globalmente, segundo o The Times.
- A motivação russa, segundo Whiting, é reduzir a superioridade militar dos EUA e da Otan, buscando formas inovadoras de enfraquecer capacidades espaciais; tal arma violaria o Tratado do Espaço Exterior.
Em entrevista ao jornal britânico The Times, o general Stephen Whiting, chefe do Comando Espacial dos Estados Unidos, afirmou que a Rússia estaria planejando colocar uma bomba nuclear em órbita para destruir satélites e gerar caos global. O relato descreve a ideia como intolerável e de potencial impacto catastrófico.
Whiting disse que o plano faz parte de um padrão de agressividade crescente da Rússia no espaço desde o início da guerra na Ucrânia. Segundo o militar, Moscou já atua com bloqueios de sinais de satélites de comunicação e de GPS em escala que chega a colocar em risco operações de voos comerciais no leste e no sul da Europa.
A publicação explica que uma explosão nuclear na órbita baixa, entre 480 e 1.900 quilômetros de altitude, poderia dizimar ou inutilizar milhares de satélites, o que equivaleria a cerca de 80% de todos os satélites em uso. O efeito seria sentido em áreas como internet, telefonia móvel e sistemas de posicionamento global usados por pessoas em todo o mundo.
Para entender a gravidade da ameaça, o The Times aponta que esse cenário já é discutido nos bastidores do debate estratégico americano, sendo comparado a um ataque surpresa em espaço. A motivação russa, segundo o material, seria reduzir a superioridade de Estados Unidos e da Otan por meio de meios estratégicos no espaço, considerados inovadores para enfraquecer adversários.
A possível instalação de armamento nuclear em órbita seria uma violação grave do Tratado do Espaço Exterior, do qual a Rússia é signatária. O acordo internacional proíbe a colocação de armas nucleares em órbita e estabelece normas de uso pacífico do espaço. A defesa dos EUA não informou detalhes adicionais sobre planos ou cronologia.
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