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Fim do carimbo: saiba como entrar na Europa agora

União Europeia implementa o sistema digital de controle de fronteiras, com registro biométrico obrigatório e dados armazenados por até três anos, elevando segurança e gerando filas iniciais

Aeroporto de Munique, na Alemanha: totens de autoatendimento na área da imigração para registro de dados de biometria
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  • A partir de dez de abril entrou em vigor o novo sistema digital de controle de fronteiras da União Europeia (EES), substituindo o carimbo no passaporte na área de Schengen.
  • Ao chegar, viajantes precisam registrar entrada e saída com dados biométricos: foto do rosto, impressões digitais e leitura do passaporte, em totens na imigração.
  • Os dados ficam armazenados num banco comum aos 27 países-membros, com objetivo de evitar fraudes e monitorar o tempo de permanência, para viagens de até 90 dias. Crianças com menos de 12 anos ficam isentas de impressões digitais, mas retornam com registro de imagem facial.
  • O sistema é obrigatório; quem se recusar terá acesso negado. As informações podem ficar salvas por até três anos.
  • Queixas de filas surgiram em alguns aeroportos, como Milão, mas a União Europeia afirmou que o objetivo é aumentar segurança e eficiência. Há ainda o aplicativo Travel to Europe, para pré-registro de dados até 72 horas antes do desembarque, disponível hoje em Portugal e Suécia, com previsão de expansão até o fim do ano.

O dia 10 de abril marcou a implementação oficial do novo sistema europeu de controle de fronteiras, o Entry/Exit System (EES). A mudança substitui o carimbo do passaporte pela verificação digital. A adoção é válida em todos os países do Espaço Schengen.

Ao chegar aos países da UE, os viajantes devem registrar entrada e saída com dados biométricos. O processo inclui foto do rosto, registro de impressões digitais e leitura do passaporte nos totens da imigração.

Os dados biométricos e o histórico de viagens passam a ficar armazenados em um banco comum entre os 27 Estados-membros. O objetivo é prevenir fraudes e monitorar com precisão a permanência no bloco.

O EES passa a abranger cidadãos de fora do Schengen que viajam por até 90 dias, incluindo turistas brasileiros, americanos e canadenses. O recolhimento é obrigatório, com exceção de crianças abaixo de 12 anos, que registram apenas a imagem facial.

Desafios iniciais e medidas de melhoria

Representantes do setor aéreo relatam filas na imigração em alguns países, com casos de até três horas de espera. Em Milão, passageiros enfrentaram atrasos que comprometeram partidas.

Para reduzir o tempo de processamento, a União Europeia lançou o aplicativo Travel to Europe. O app permite pré-registro de dados e biometria até 72 horas antes do desembarque.

O Travel to Europe está disponível, atualmente, para Android e iOS em Portugal e Suécia. A meta é ampliar o uso para todos os países do EES até o fim do ano. O código QR gerado não dispensa o atendimento no posto eletrônico.

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