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Mulher se casa com preso que será executado dias após a cerimônia

Noiva britânica planeja casamento com condenado no corredor da morte no Texas, cerimônia breve, sem contato, dias antes da execução marcada para 30 de abril

Tiana Krasniqi ainda sonha em reverter pena de James Broadnax
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  • Uma britânica de 31 anos planeja se casar, pela primeira vez, com James Broadnax, condenado à execução no corredor da morte no Texas, nos EUA.
  • O casamento está marcado para 14 de abril, com a execução prevista para 30 de abril, e será feito sem contato físico, por meio de vidros, em função das regras prisionais.
  • A noiva, Tiana Krasniqi, afirma acreditar em erro judicial e tenta reverter a sentença, alegando viés racial no júri e dúvidas sobre as provas usadas no caso.
  • Broadnax foi condenado em 2008 pelo assassinato de dois homens na saída de um estúdio de música; críticas incluem questões sobre a relação entre provas de DNA, confissão e testemunhos.
  • Tiana diz ter desenvolvido um vínculo emocional durante visitas longas e declara manter esperança de impedir a execução, mesmo ciente de enfrentar críticas e questionamentos sobre a decisão.

Uma britânica de 31 anos pretende se casar com James Broadnax, 37, condenado no corredor da morte no Texas. O casal planeja o casamento para 14 de abril, duas semanas antes da execução agendada para 30 de abril. A cerimônia ocorrerá sem contato físico, por meio de vidro, devido às regras do sistema prisional.

A noiva, Tiana Krasniqi, de Londres, afirma que o casamento será rápido, com cerca de 20 minutos de duração. Segundo ela, não há apoio de amigos ou familiares, e a cerimônia não terá celebração tradicional, apenas a formalização do matrimônio sob restrições prisionais.

Tiana sustenta que a relação nasceu durante uma pesquisa acadêmica sobre disparidades raciais no sistema de justiça dos EUA, em 2024. Ela diz que as conversas evoluíram de e-mails para ligações diárias de várias horas, e que visitou Broadnax em Houston por 90 dias, sempre através de vidro.

Contexto do caso

Broadnax está no corredor da morte desde 2008, condenado pelo assassinato de Stephen Swan, 26, e Matthew Butler, 28. O caso envolve discordâncias sobre a legalidade da condenação e sobre as provas apresentadas no julgamento.

A defesa de Broadnax alega viés racial na formação do júri, citando a exclusão de sete jurados negros em potencial e um júri final com 11 brancos e um único negro. Também questiona a força das provas, incluindo a ausência de DNA de Broadnax nas armas ou nas roupas das vítimas.

Tiana aponta ainda declarações recentes de Demarius Cummings, primo de Broadnax, que cumpre prisão perpéta sem possibilidade de liberdade. Segundo ela, Cummings admitiu ter agido sozinho e que o material genético encontrado pode pertencer a ele, não a Broadnax.

A noiva contesta, ainda, a confissão de Broadnax à polícia, alegando que ele foi interrogado sob efeito de drogas quatro horas após a prisão, com a participação de cinco investigadores. Ela sustenta que a pressão pode ter influenciado a admite culpa.

Tiana diz buscar uma reversão da sentença e reconhece que deverá enfrentar críticas por sua decisão. Ela afirma manter esperança de impedir a execução, agindo de forma consciente e informada sobre o caso.

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