- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou a oferta da Otan para ajudar a garantir a segurança do Estreito de Ormuz e pediu que a aliança fique de fora.
- Trump afirmou, em rede social, que a Otan foi “inútil” quando precisou e que não seria necessária a participação, a menos que carregasse navios petrolíferos.
- França e Reino Unido convocaram uma reunião com cerca de 40 países, sem a participação dos EUA, para discutir a reabertura da rota que passa pelo estreito.
- A Alemanha indicou que pode contribuir com a missão internacional após um cessar-fogo permanente e com base legal, como uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
- O Irã declarou que a passagem de embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está totalmente liberada durante o restante do cessar-fogo, mas sem especificar por quanto tempo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou uma oferta da Otan para colaborar na segurança do Estreito de Ormuz, após o Irã anunciar a reabertura da passagem marítima. Em suas redes sociais, Trump pediu que a aliança miliçar ficasse de fora do esforço, alegando que a participação seria inadequada sem necessidade.
Segundo ele, a situação no estreito já estaria resolvida e a Otan teria oferecido apoio apenas para o transporte de naviospetroleiros. Trump afirmou que a organização não foi útil quando houve necessidade de atuação anterior e que não participaria, a menos que houvesse interesse apenas em baratear o custo de navios da aliança.
Nessa sexta-feira, líderes da França e do Reino Unido promoveram uma reunião com cerca de 40 países para discutir a reabertura, sem a presença de Washington. O objetivo é buscar apoio internacional para manter a liberdade de navegação na rota que responde por cerca de 20% do petróleo mundial.
Paralelamente, o chanceler alemão, Friedrich Merz, sinalizou que a Alemanha poderia participar de uma missão para garantir a liberdade de navegação, desde que haja cessar-fogo permanente e base legal sólida, como uma resolução do Conselho de Segurança da ONU. Berlim sugeriu participação apenas sob tais condições.
Reação europeia e posição francesa
O presidente francês, Emmanuel Macron, recebeu o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, no Eliseu, que se mostrou disposto a trabalhar para mitigar impactos econômicos das tensões na região. Starmer defendeu a necessidade de destravar a passagem e destacou a responsabilidade global de permitir o fluxo de energia e comércio.
Macron afirmou que a missão para assegurar a segurança naval terá defesa estrita e será realizada apenas por países sem envolvimento direto no conflito, com condições de segurança adequadas. O objetivo é manter a passagem aberta sem ampliar o conflito.
Numa avaliação pública, Trump chegou a criticara de forma contundente a posição de aliados europeus por não enviarem navios de guerra para apoiar a reabertura de Ormuz. O presidente também sugeriu que a Otan poderia abandonar os Estados Unidos, caso a aliança não oferecesse contrapartidas.
Abertura de Ormuz e desdobramentos
O governo iraniano declarou que a passagem está totalmente liberada para embarcações comerciais durante o restante do período de cessar-fogo acordado entre as partes envolvidas, sem detalhar a duração. A decisão foi anunciada após o início de um acordo de trégua no Líbano.
Ainda não ficou claro até quando a passagem permanecerá desobstruída. A nota iraniana indicou que os navios devem seguir uma rota coordenada com o Irã, o que pode limitar a liberdade de navegação em determinadas áreas próximas à costa persa.
Analistas destacam que o desfecho da cúpula europeia e as novas posições de Estados Unidos, França e Alemanha vão influenciar a viabilidade de uma ação internacional coordenada para Ormuz. As próximas semanas devem esclarecer o cenário de segurança na região.
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