- Delcy Rodríguez, presidenta interina da Venezuela, lidera uma ampla reorganização do governo em três meses, demitindo 17 ministros e substituindo comandantes militares.
- Maduro foi capturado à força e afastado do poder; Delcy passou a consolidar o controle e a relação com os EUA, sob pressão de Washington.
- Diversos empresários ligados à família de Maduro e aliados políticos foram detidos ou afastados, e contratos de petróleo foram reestruturados com novos beneficiários.
- Investidores estrangeiros, especialmente norte-americanos, passaram a ter acesso a setores como petróleo e mineração, com pouca transparência na condução das mudanças.
- Entre os remanescentes do governo estão apenas o ministro do Interior, Diosdado Cabello, enquanto o regime amplia ações contra críticos e opositores, sob denúncias de autoritarismo.
Delcy Rodríguez, ex-vice de Nicolás Maduro, assumiu a liderança interina da Venezuela após a captura de Maduro no início de janeiro. Em menos de três meses, demitiu 17 ministros, substituiu comandantes militares e ampliou o controle sobre ministérios estratégicos e diplomáticos. A atuação acontece sob intenso escrutínio internacional e sob forte pressão dos EUA.
As mudanças atingiram núcleo do poder: empresários ligados à família de Maduro foram detidos, parentes afastados de negócios do Estado e diplomatas substituídos. A liderança nomeou aliados próximos e abriu espaço para investimentos estrangeiros, com foco em petróleo e mineração. O regime mantém postura autoritária, sem transparência anunciada sobre as razões das demissões.
Em meio ao redesenho, o governo americano manteve posição de cooperação com Delcy, enquanto pressionava por ações contra figuras associadas a Maduro. Entre os alvo estão empresários acusados de corrupção e trajetórias ligadas ao antigo governo. A partir de janeiro, a repressão se estendeu ainda a componentes das Forças Armadas, com substituição de comandantes.
Reestruturação sob nova direção
Apenas o ministro do Interior, Diosdado Cabello, permaneceu em cargo entre os ministros seniores. Cabello passa por avaliações de segurança interna e mantém relação ambígua com antigos setores do governo. As renovações favorecem aliados de Delcy e ampliam a cooperação com Estados Unidos no setor energético, ainda que o regime continue classificado como autoritário.
O novo desenho político envolve articulação com interesse de investidores ocidentais, especialmente nos setores de petróleo, mineração e turismo. O país passa por uma alteração profunda de liderança, com impacto sobre governabilidade, economia e dinâmica regional. O cenário permanece volátil e sem anúncio formal de políticas de longo prazo.
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