- De janeiro a setembro de 2025, a ICE deportou 174 destinatários do Daca que renovavam a proteção contra deportação.
- No mesmo período, a ICE prendeu 270 destinatários do Daca.
- Entre o fim de setembro e meados de novembro de 2025, houve 73 prisões adicionais, totalizando pelo menos 343 casos de Daca arrestados nos 11 meses do ano.
- As informações vêm de uma carta do diretor interino da ICE, Todd Lyons, enviada a Delia Ramirez, com data de 7 de abril.
- A DHS afirma que Daca não confere status legal e que a maioria dos presos tinha registro criminal, reforçando a comunicação sobre o alcance das ações de imigração.
O ICE informou que deportou 174 beneficiários do Daca que estavam renovando suas proteções contra deportação entre janeiro e setembro de 2025, segundo uma carta do atual diretor interino da agência. O documento também aponta que 270 pessoas sob Daca foram presas nesse mesmo período, no início da segunda presidência de Donald Trump.
Segundo o ICE, os números divulgados refletem uma revisão após divergências entre comunicações anteriores da ex-secretária de Segurança Interna Kristi Noem. Dados do USCIS indicam cerca de 533 mil Dreamers ativos no país. O Daca não concede status legal, mas protege temporariamente contra deportação e facilita trabalho.
Casos e contornos
Entre setembro e novembro de 2025, o DHS informou mais 73 detenções de recipientes de Daca, elevando a contagem a pelo menos 343 ao longo de 11 meses. O DHS reiterou que a maioria das prisões ocorreu por infrações criminais, e que os destinatários de Daca podem ser detidos por várias razões, mesmo sem um status legal definitivo.
A carta de Lyons, datada de 7 de abril, aponta um problema de roteirização que gerou confusão entre as comunicações anteriores. Um trecho das informações com números precisos foi confirmado na carta de 12 de janeiro encaminhada a Ramirez e a outros membros do Congresso. Lyons pretende se aposentar ao fim de maio.
O governo reconhece que o tema Daca permanece em litígio. O DHS reforçou que o Daca não confere status migratório e que recipientes podem ser alvo de prisão e deportação por vários motivos, incluindo crimes. As autoridades destacam que a situação jurídica da política continua sujeita a disputas judiciais.
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