- O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, classificou o bloqueio naval dos EUA como desajeitado e ignorante em entrevista à Press TV.
- Ele afirmou que a medida tenta impedir apenas o Irã de transitar pelo Estreito de Ormuz, uma rota marítima estratégica.
- Sobre as negociações mediadas pelo Paquistão, Ghalibaf disse que os EUA propuseram enviar varredores de minas; os iranianos se opuseram, dizendo que seria violação de cessar-fogo e que um ataque levaria a confrontos.
- O Irã declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que Washington permita a circulação de embarcações com origem ou destino ao país.
- O estreito conecta o Golfo ao Oceano Índico e cerca de vinte por cento do petróleo mundial passam pela rota.
Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento do Irã, chamou de desajeitado e ignorante o bloqueio naval imposto pelos EUA a embarcações e portos iranianos. A declaração ocorreu em entrevista à Press TV no sábado (18/4), durante tensão em negociações no Paquistão.
O parlamentar questionou a lógica da medida, afirmando que ela visa impedir apenas o Irã de circular pelo Estreito de Ormuz, uma rota estratégica. “Que decisão desajeitada e ignorante”, disse, ao justificar que, se o estreito existe, todos devem transitar, menos o Irã.
Negociações mediadas pelo Paquistão
Ghalibaf relatou que, durante as negociações encerradas sem acordo, os EUA teriam proposto enviar varredores de minas ao estreito. Segundo o parlamentar, houve firme oposição iraniana à ideia, considerada violação de cessar-fogo. Ele afirmou que, diante da possível ação, o Irã estaria disposto a atacar, o que teria levado os EUA a recuar.
Estreito de Ormuz volta a ser alvo de tensão
No mesmo dia, o Irã informou que voltou a fechar o Estreito de Ormuz em resposta ao bloqueio americano. Na véspera, o governo havia anunciado a liberação da passagem, que ficou restrita até que Washington permita a circulação de embarcações com origem ou destino ao Irã.
O estreito concentra cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente. A via liga o Golfo ao Oceano Índico, conectando grandes produtores aos mercados globais.
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