- O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que o direito internacional não impede o Irã de tomar medidas para impedir que o Estreito de Ormuz seja usado para agressões militares.
- Baghaei criticou a posição da União Europeia e a chamou de hipócrita, alegando que a reunião sobre tarifas de trânsito é um precedente perigoso para rotas marítimas.
- A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, havia dito que o trânsito por vias navegáveis deve permanecer aberto e gratuito segundo o direito internacional.
- O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que existe grande distância entre EUA e Irã nas negociações, com avanços pragmáticos, mas diferenças significativas permanecem.
- Ghalibaf disse que os EUA não alcançaram seus objetivos por meio de avisos, que há sinais de mensagens por intermediários e que o Irã teria aceitado um cessar-fogo temporário para pressionar demandas iranianas.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou neste sábado (18) que nenhuma regra do direito internacional impede o país de adotar medidas para evitar que o Estreito de Ormuz seja usado para agressões militares contra Teerã. A resposta foi direcionada a um post da chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, que defendeu que o trânsito pelo estreito deve permanecer aberto e gratuito.
Kallas disse, em X, que o direito internacional exige tráfego livre por vias navegáveis estratégicas. Baghaei reagiu afirmando que, como país costeiro, o Irã pode tomar as medidas cabíveis para proteger-se de ações militares no estreito. O porta-voz acusou a UE de hipocrisia por, segundo ele, defender um padrão duplo.
Segundo Baghaei, a narrativa de uma passagem incondicional pelo estreito “navegou” diante da agressão dos EUA e de Israel, que, segundo ele, deslocou ativos militares para o entorno da área. O Irã sustenta ter o direito de responder de forma proporcional à pressão externa que considera hostil.
Acordos e negociações com os EUA
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que há progresso nas negociações com os EUA, porém permanece uma distância significativa entre as partes. Ele pediu garantias de que Washington ou Israel não iniciarão uma nova guerra contra o Irã.
Ghalibaf mencionou que as delegações de Teerã e Washington apresentam maior compreensão mútua, mas mantêm diferenças substanciais. Segundo ele, os EUA não atingiram seus objetivos por meio de avisos, o que levou a uso de intermediários para enviar mensagens.
O líder iraniano também disse que o Irã aceitou um cessar-fogo temporário para pressionar os EUA a atenderem às demandas do país. Em suas palavras, Trump teria se mostrado disposto a uma trégua apenas porque o Irã teria obtido vantagem no confronto.
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