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Soldado francês da ONU morre em emboscada atribuída ao Hezbollah no Líbano

França atribui ao Hezbollah a emboscada que matou o sargento‑chefe francês da ONU no sul do Líbano, com Finul buscando responsabilização

Um capacete e coletes de proteção dos soldados da ONU, conhecidos como "capacetes azuis". (Foto de Ilustração)
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  • Um sargento-chefe francês foi morto por tiro direto na região de Deir‑Kifa, no sul do Líbano, em uma emboscada atribuída ao Hezbollah.
  • Este é o segundo soldado francês morto desde o início da guerra contra o Irã, no fim de fevereiro; três militares ficaram feridos.
  • A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul) descreveu o ataque como deliberado e apontou o Hezbollah como provável autor.
  • O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que o país apoia as famílias dos militares e pediu às autoridades libanesas que prendam os culpados; o presidente libanês, José Aoun, prometeu perseguir os responsáveis.
  • A Finul atua no Líbano com mais de sete mil militares, incluindo mais de seiscentos franceses, e segue com operações para garantir a segurança na região.

Na tarde deste sábado, um soldado francês da ONU foi morto e outros três ficaram feridos no sul do Líbano, durante uma emboscada em Deir-Kifa. A autoria é atribuída ao Hezbollah, em meio a tensões regionais. Este é o segundo militar francês morto desde o início da operação na região.

O sargento-chefe Florian Montorio, do 17º Regimento de Engenharia Paraquedista de Montauban, foi morto por tiro direto de arma leve. Segundo a ministra das Forças Armadas, a vítima participava de uma missão de abertura de itinerário rumo a um posto da Finul isolado pelos combates.

Macron afirmou, em postagens oficiais, que a França espera responsabilização dos culpados e pediu cooperação das autoridades libanesas para a prisão dos envolvidos. O presidente libanês, Joseph Aoun, condenou o ataque e prometeu perseguir os responsáveis.

Contexto

A Finul, Força Interina da ONU no Líbano, denunciou o ataque como deliberado. A organização aponta o Hezbollah como provável autor do episódio. A missão da Finul conta com mais de 7 mil militares, entre eles mais de 600 franceses.

A França mantém diálogo com o Líbano para assegurar a segurança dos soldados da Finul, ativos no país desde 1978. A área tem registros de combates recorrentes entre facções e conflitos regionais, com impactos sobre a presença da força.

Repercussões internacionais

O ataque ocorre em um momento de tensão na região, com um cessar-fogo entre EUA e Irã em vigor desde 8 de março. O Líbano vive uma trégua frágil, enquanto negociações diplomáticas buscam consolidar acordos entre as partes locais e potências externas.

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