- O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou decreto para acelerar pesquisas sobre drogas psicodélicas no tratamento de transtornos mentais, acompanhado por Robert F. Kennedy Jr. e Joe Rogan.
- O decreto não exige que as autoridades reclassifiquem as drogas, nem amplia imediatamente o uso terapêutico.
- Se a FDA reconhecer benefícios médicos, algumas substâncias poderiam ser reclassificadas e permitir uso clínico mais amplo no futuro.
- O impulso às pesquisas envolve tratamento para ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático, como entre veteranos de guerra. Em 2023, 6.398 ex-combatentes americanos cometeram suicídio.
- Durante a cerimônia, foi mencionada a ibogaína; ainda assim, os benefícios e efeitos colaterais dos psicodélicos não são plenamente conhecidos, e há riscos, especialmente para o coração.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou neste sábado um decreto para acelerar pesquisas sobre drogas psicodélicas com potencial terapêutico. A assinatura ocorreu na Casa Branca e contou com a participação de autoridades de saúde e do apresentador Joe Rogan.
O documento não altera a classificação atual de uso dessas substâncias. Ou seja, não há obrigação de reclassificar drogas como LSD ou psilocibina, o que mantém restrições para uso clínico ampliado no curto prazo. A medida foca apenas em facilitar o andamento dos estudos.
Segundo Trump, o decreto elimina entraves burocráticos desnecessários para a pesquisa médica. O secretário de Saúde presente foi Robert F. Kennedy Jr., ao lado de outros oficiais de alto escalão da área médica.
A cerimônia ocorreu em meio a um cenário de debates sobre tratamento de transtornos mentais, incluindo depressão e transtorno de estresse pós-traumático. Dados oficiais apontam que, em 2023, mais de 6 mil ex-combatentes norte-americanos se suicidaram, elevando a pressão por novas opções terapêuticas.
Especialistas destacam que os benefícios ainda não são totalmente conhecidos e que pesquisas enfrentam limitações legais. Entre os riscos citados estão efeitos cardíacos potencialmente perigosos em algumas substâncias.
Entre os pontos mencionados durante o evento, a ibogaína foi citada como exemplo de substância discutida por seus efeitos relatados, porém com avaliação de segurança ainda incompleta. Autores de pesquisas ressaltam a necessidade de estudos bem controlados para avaliar eficácia e riscos.
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