- O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã está agindo de forma atrevida e não aceitará chantagem, após o novo bloqueio no estreito de Ormuz.
- Teerã impediu novamente o tráfego no estreito de Ormuz, rota crucial para o escoamento global de petróleo.
- Trump disse que terá novas informações até o final do dia e que está conversando com Teerã; os EUA dizem manter todas as opções sobre a mesa.
- O governo iraniano afirma que o bloqueio ocorreu porque os EUA continuam a bloquear seus portos, o que according a Teerã rompeu o acordo de trégua entre os países.
- O estreito de Ormuz escoa cerca de 20% do petróleo e do GNL consumidos globalmente; centenas de navios e cerca de 20.000 tripulantes permanecem retidos no Golfo.
Ontem (18 abr 2026), o Irã recuperou o fechamento do estreito de Ormuz, uma das principais rotas energéticas do mundo, barrando mais uma vez o tráfego na passagem. Peças estratégicamente importantes, navios de carga ficam impedidos de atravessar o corredor marítimo. A medida é apresentada por Teerã como resposta aos bloqueios estadunidenses aos seus portos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, em coletiva na Casa Branca, que o Irã está agindo de forma atrevida e não se deixará chantagear. O mandatário disse que terá novas informações até o fim do dia e que mantém todas as opções sobre a mesa. O Irã, por sua vez, atribui o bloqueio à continuidade de medidas americanas contra o país.
O estreito de Ormuz responde por cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos globalmente, segundo dados internacionais. Com a escalada, centenas de navios e aproximadamente 20 mil tripulantes estão retidos no Golfo, aguardando autorização para atravessar o corredor marítimo.
Contexto internacional
O Irã afirma que o bloqueio ocorreu porque os EUA mantêm restrições portuárias que, segundo Teerã, violam um acordo de trégua entre as partes. Autoridades iranianas enfatizam que a medida mira forçar uma mudança na política americana na região.
Impactos operacionais
Especialistas apontam que o atraso no tráfego pelo estreito pode impactar preços internacionais de energia e cadeias de suprimento. Organizações de defesa naval monitoram a situação e avaliam cenários de desfecho e novas tratativas entre as delegações.
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