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Turquia vê impacto destrutivo da retirada dos EUA da segurança europeia

Turquia vê retirada parcial dos EUA da arquitetura de segurança europeia como potencialmente destrutiva se não for coordenada, em meio a atritos na Otan sobre Ormuz

Um soldado dos Estados Unidos caminha em frente a um veículo blindado durante o exercício militar “Balkan Sentinel - 25”, que envolve pessoal e equipamentos das Forças Terrestres e da Força Aérea da Bulgária, formações do Grupo de Batalha Multinacional da Otan com a Itália e um pelotão mecanizado das Forças Terrestres da Romênia, em Koren, Bulgária, em 9 de junho de 2025. REUTERS/Stoyan Nenov/File Photo
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  • O ministro turco das Relações Exteriores, Hakan Fidan, afirmou que há discussões sobre gerenciar ou mitigar a retirada parcial dos EUA da arquitetura de segurança europeia, e que isso teria impactos destrutivos se não for coordenado.
  • Fidan não deu detalhes, mas disse que uma saída descoordenada dos EUA pode ser muito destrutiva para a Europa.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou abandonar a Otan após europeus se oporem a enviar navios para desbloquear o Estreito de Ormuz, em meio à guerra contra o Irã.
  • Fidan criticou a atuação da União Europeia na Otan, dizendo que os países da UE agem como um clube separado e que os EUA chegaram a sugerir cortar laços.
  • O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse entender as frustrações de Trump, mas afirmou que a maioria das nações europeias tem ajudado no esforço contra o Irã; uma autoridade da Casa Branca disse que Trump também cogitou remover algumas tropas da Europa.

O Ministério das Relações Exteriores da Turquia alertou para os impactos de uma possível retirada dos Estados Unidos da arquitetura de segurança europeia. A declaração ocorreu neste sábado, em Antália, durante fórum de diplomacia.

O chanceler turco, Hakan Fidan, afirmou que Washington avalia reduzir sua presença na defesa europeia de forma parcial ou total. Ele ressaltou que uma retirada não coordenada poderia ser destrutiva para a Europa.

Fidan comentou ainda que há críticas constantes de países da UE sobre a atuação da Otan como se fosse um bloco separado. Ele pediu reengajamento entre aliados durante a cúpula da Otan em Ancara, em julho.

Contexto e dados da negociação

Segundo Fidan, as discussões sobre mitigar ou gerenciar a eventual retirada estão em curso, sem detalhes. Ele lembrou atritos ligados ao Estreito de Ormuz e à guerra entre EUA/Israel e o Irã.

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, reconheceu as frustrações de Trump, mas destacou o envolvimento ativo das nações europeias no esforço liderado pelos EUA no Irã.

Uma autoridade da Casa Branca afirmou à Reuters que Trump chegou a considerar retirar parte das tropas da Europa, como parte de sua insatisfação com a aliança.

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